Por Marina Pape (@papemari)
O mundo sempre presenciou o machismo exacerbado e a
classificação das mulheres como seres frágeis e inferiores. O feminismo procura
mudar essa ideia enraizada da sociedade.
Sem uma data certa de seu inicio, estudos indicam que as ideias se
difundiram após o discurso de Sojourner Truth – escrava que defendeu os
direitos humanos e das mulheres – em 1851, e se acelerou mais de cem anos
depois, por volta do ano de 1960.
Porém, antes dessa data de ascensão do feminismo, as
mulheres já participam dos jogos olímpicos. O idealizador do COI (Comitê
Olímpico Internacional), Pierre de Coubertin, tinha feitos as regras
inspirando-se nos Jogos Gregos Antigos, quando mulheres não podiam participar,
e assim, a primeira Olimpíada, em 1896, não contou com nenhum atleta do sexo
feminino. Já em 1900, o evento foi sediado em Paris, e os organizadores,
ignorando as normas de Coubertin, permitiram que 11 mulheres participassem dos
jogos, competindo em Tênis e Golfe. O conservadorismo era tão forte, que as
tenistas tinham que jogar usando vestidos longos, com babados e rendas.
Em 1932, foi a vez de o Brasil estrear uma mulher nas
Olimpíadas. Entre os 81 integrantes da delegação, a nadadora Maria Lenk, com
apenas 17 anos, era a única competidora do sexo feminino embarcando para os Estados
Unidos.
Hoje, após 112 anos da inclusão das mulheres nos jogos, elas
continuam surpreendendo e se superando. O maior exemplo foi a convocação de muçulmanas,
da Arábia Saudita, de Brunei e do Qatar, países extremamente conservadores,
onde elas precisam usar burcas, e podem mostrar somente o rosto, e só podem
sair de casa acompanhadas de um membro do sexo masculino da própria família.
Com isso, todos os países participantes das Olimpíadas estão participando com
pelo menos uma atleta mulher.
Em 2012, elas chegam com tudo em Londres, representando 46%
do total de atletas, contando 4833 entre o total de 10500 participantes. As
mulheres brasileiras são 123, representando 47% dos atletas brasileiros que vão
competir.
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