Últimas Notícias

Natação - Resumo 06/09


O maior de todos. Ao tocar a borda em primeiro lugar nos 50m costas da classe S5, em 34s99, nesta quinta-feira, Daniel Dias fez mais do que quebrar o recorde mundial e esticar sua rotina de ouros nos Jogos Paralímpicos de Londres. Fez história. E por mais clichê que pareça a definição, ela se torna inevitável diante da vitória que coloca o paulista de Campinas como maior atleta paralímpico do Brasil em todos os tempos. Daniel iguala Clodoaldo Silva e Ádria Santos com 13 pódios, mas se destaca ao subir pela oitava vez no degrau mais alto.
Daniel dominou a prova toda nesta quinta-feira. Garantiu seu quarto ouro em Londres sem dar chance para o principal rival, o chinês Junquan He, que ficou com a prata ao cravar o tempo de 36s41. O bronze ficou com o húngaro Zsolt Vereczkei (38s92).

E a bagagem de volta para o Brasil pode ser ainda mais pesada: ele ainda tem os 50m borboleta, os 100m livre e o revezamento 4x100m medley pela frente. As próximas provas, inclusive, fizeram com que Daniel Dias evitasse maiores comemorações da marca alcançada nesta quinta. Preocupado em não perder o foco, o nadador deixou a festa para depois de sábado, quando se despede dos Jogos de Londres.

Nos 400m, o sabor de decepção foi inevitável. Andre Brasil carregava na bagagem o ouro de Pequim, mas não conseguiu sequer uma medalha em Londres. Nada como um dia após o outro. Nesta quinta-feira, 24 horas depois de amargar a derrota, o brasileiro voltou ao lugar onde se sente à vontade: no alto do pódio. Nos 100m livre S10, cravou 51s07 e garantiu o ouro com direito a recorde paralímpico. De quebra, puxou uma dobradinha nacional com o pernambucano Phelipe Rodrigues, que levou a prata com 52s42. O bronze também foi verde e amarelo, mas com outro sotaque: o australiano Andrew Pasterfield chegou em terceiro com 52s77.

Foi a quinta medalha de Andre Brasil nos Jogos de Londres, a terceira de ouro. E desta vez ele teve companhia no pódio. Durante a execução do Hino Nacional, o campeão olímpico chamou Phelipe para subir no degrau mais alto do pódio. Juntos, os dois cantaram o hino emocionados.


Com uma coleção de medalhas paralímpicas na bagagem, Edênia Garcia caiu na piscina nesta quinta-feira disposta a mostrar que não está em Londres para brincadeira. Dona do terceiro melhor tempo das eliminatórias dos 50m costas S4, ela parecia no rumo de repetir o resultado na final. Fazendo jus ao apelido de Fênix, ressurgiu na hora certa: mostrou força no fim da prova, bateu a chinesa Juan Bai e arrancou uma prata, a primeira medalha da natação feminina brasileira nas Paralimpíadas de Londres. Com o tempo de 53s85, a nadadora, que treina no Rio Grande do Norte, garantiu o pódio para o Brasil e ficou atrás apenas da holandesa Lisette Teunissen, que sobrou na disputa com 51s51.
Tricampeã mundial, Edênia mantém a tradição de voltar dos Jogos Paralímpicos com medalhas: ela já tinha conquistado a prata em Atenas 2004 e o bronze em Pequim 2008. Em Londres, apostava na experiência para arrancar o ouro. Não deu, mas a reação na reta final para levar a prata teve sabor dourado.




0 Comentários

Digite e pressione Enter para pesquisar

Fechar