Pontos fortes de Medellín seriam utilizar sedes já existentes e um conceito compacto
Glasgow (Escócia) e Medellín (Colômbia) receberam relatórios bastante positivos da Comissão de Avaliação do Comitê Olímpico Internacional (COI), que analisou as candidaturas propostas para os Jogos Olímpicos da Juventude de 2018. Buenos Aires (Argentina) acabou ficando um passo atrás nesta etapa.
A Comissão, liderada pela alemã membro do Conselho Executivo do COI, Claudia Bokel, divulgou seu relatório no último dia 4, de forma a coincidir com exato um mês antes da eleição em Lausanne que definirá quem será a sede do YOG 2018.
Enquanto Glasgow e Medellín foram classificadas como “risco mínimo para o COI”, a capital argentina levantou alguma dúvidas. As principais seriam que a organização não poderia arcar com “o financiamento e garantias relacionadas subjacentes à oferta” e as datas em que seriam realizadas os Jogos, entre 11 e 23 de setembro, correspondem ao período de início da primavera argentina, que marca uma temperatura média de apenas 12ºC, mesmo com as garantias da organização de que as melhores condições serão oferecidas aos atletas.
A candidatura de Medellín é vista como sendo parte de sua estratégia de se reinventar, tendo anteriormente a reputação de ser uma das cidades mais violentas do mundo, devido ao fato de ser a casa do "Cartel de Medellín" financiado pelo barão de drogas Pablo Escobar.
A taxa de homicídios caiu drasticamente nos últimos 20 anos, mas a Comissão de Avaliação observou que "o crime ainda é um problema", embora ele fez elogios aos esforços para continuar a eliminá-lo.
Para Glasgow preocupações levantadas foram sobre a sua meta proposta de patrocínio de US$ 41 milhões, 13 por cento do orçamento total - que a Comissão de Avaliação chamou de "otimista" - e, apesar de o Governo escocês e o Conselho da Cidade prometerem atender a qualquer déficit no orçamento ", a divisão de responsabilidades não foi claramente identificado", de acordo com o COI.
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