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"Pistorius vai pagar por ter matado a nossa menina", diz pai de Reeva







Pais de Reeva Steenkamp, ex-namorada do velocista Oscar Pistorius, assassinada em fevereiro, Barry e June Steenkamp falaram pela primeira vez sobre a morte da filha no último domingo, em entrevista ao jornal inglês Mail. Em dificuldade financeira, o casal afirmou que está processando Pistorius e que acredita na culpa do velocista paralpímpico.

"Oscar matou a nossa menina de ouro, então ele terá que pagar pelo seu sangue" - disse Barry, demonstrando toda a sua revolta com o caso. - "Nossos corações estão quebrados, então só me resta processá-lo" - completou June.

Respondendo à acusação de homicídio em liberdade após pagar fiança, Pistorius voltou a treinar na semana passada. O último comparecimento judicial do atleta foi em 4 de junho, perante o Tribunal de Magistratura de Pretória, que adiou a audiência após pedir mais tempo para preparar o caso. A sessão será retomada em 19 de agosto, quando espera-se que seja estabelecida a data em que começará o julgamento.

"Estamos lutando financeiramente. Reeva estava nos ajudando. Na noite em que ela morreu, quando ela estava em seu caminho para a casa de Oscar, falamos sobre ela nos enviando dinheiro para pagar nossa conta de TV a cabo. Ela disse que enviaria no dia seguinte" - admitiu June.

Tida como uma filha carinhosa, Reeva tinha 29 anos e cursava faculdade de Direito, além de trabalhar como modelo. Segundo seus pais, eles só foram descobrir o relacionamento com o velocista paralímpico via imprensa.

"Apesar de estarmos perto, ela não falou muito sobre ele. Eu só descobri que ela estava saindo com ele, quando um amigo me mostrou algumas fotos do YouTube dela e com o Oscar no tapete vermelho em uma cerimônia de premiação esportiva. Eu liguei para perguntar-lhe se este era um novo amigo especial. Ela me contou, mas pediu discrição na hora de satisfazer a curiosidade pela especulação pública" - destacou June.

Na entrevista, June Steenkamp ainda contou detalhadamente sobre como foi o dia do assassinato da filha, revelando que o apoio de amigos e parentes próximos foi essencial para manterem a serenidade.

"O detetive responsável pelo caso nos ligou perguntando se tínhamos uma filha chamada Reeva. Ele disse que tinha havido um acidente, alguém havia sido baleado e que esse alguém era a nossa filha. Histérica e chorando muito, liguei para o meu marido, que estava cortando lenha. Na hora, ele pensou que fosse algo com o nosso cachorro. Não fosse a bondade e boa vontade que recebemos dos amigos naquele momento, não sei o que seria de nós" - relatou.

Fonte: Globoesporte.com
Foto: Agência AP 

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