Últimas Notícias

Alan Fonteles, sobre as Olimpíadas: "Não faz parte dos meus planos hoje"







O paraense Alan Fonteles se firmou como uma referência no esporte paraolímpico ao longo do último ano. Em 2012, conquistou nos Jogos de Londres a medalha de ouro dos 200m rasos na classe T44 (para amputados). No Mundial de Lyon, disputado neste mês de julho, sagrou-se campeão nos 100m, 200m e 400m. Os recordes mundiais das duas primeiras distâncias para amputados pertencem a ele. Os bons resultados e o registro de tempos cada vez mais baixos nas provas que participa poderiam fazê-lo alimentar a esperança de competir nas Olimpíadas, ao lado de atletas sem deficiência. Mas não é o caso.

"Não faz parte dos meus planos hoje", afirmou Fonteles na última terça-feira, em coletiva de imprensa realizada em São Caetano do Sul. "Hoje eu penso assim, mas posso mudar a forma de pensar daqui alguns anos."

Apesar de dizer não pensar em Olimpíadas, o atleta de 20 anos admite o desejo de participar de uma outra competição com atletas sem deficiência. "A única vontade que tenho e que nunca escondi é disputar o Troféu Brasil. Não seria para mostrar que tenho chance de competir contra os atletas convencionais. É um sonho que tenho desde criança, quando vi o Robson Caetano correndo. É por causa dele que virei atleta. Além disso, tenho muitos amigos no atletismo convencional e gostaria de correr ao lado deles", declarou.

Para que Fonteles tenha o sonho de participar do Troféu Brasil realizado, seria necessária uma autorização internacional. O mesmo vale para a disputa das Olimpíadas, caso um dia o paraense mude de ideia. Foi isso o que explicou José Antonio Martins Fernandes, presidente da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), em entrevista coletiva realizada em São Paulo na última terça.


"A Iaaf (Associação Internacional de Federações de Atletismo, na sigla em inglês) tem de dar esse aval", disse Fernandes, que ainda lembrou que o único atleta paraolímpico a disputar as Olimpíadas foi o sul-africano Oscar Pistorius, em Londres. "Cada caso passa por um comitê interancional, que analisa as questões em relações aos atletas normais e autorizam ou não", concluiu o presidente da CBAt.

Se Fonteles de fato levar adiante o sonho de disputar uma competição ao lado de atletas sem deficiência, a CBAt vai ajudá-lo. "A gente encaminharia o processo, aí vai depender apenas deles (Iaaf). Nós não temos o direito de impedir um desejo de um atleta de participar", afirmou Fernandes.

Fonte: iG
Foto: Getty Images 

0 Comentários

Digite e pressione Enter para pesquisar

Fechar