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| Foto: Kirill Kudryavtsev |
Me considero como alguém que vê Olimpíadas desde 2004 (2000 eu só lembro de flashes aleatórios, não acompanhei), e de lá para cá, vários momentos memoráveis para o esporte, não só o brasileiro. Poderia enumerar aquela maratona do Vanderlei, o tão esperado ouro na natação vindo por Cesar Cielo, algum momento de algum atleta estrangeiro.
O que considero como meu momento preferido dos Jogos até agora, com 3 Olimpíadas claramente na memória tenha sido o duelo entre Brasil e Rússia, pelas quartas de final do vôlei feminino, na última Olimpíada, a de Londres-2012.
Foi um jogo que mesmo aqueles que não são fãs de voleibol tremeram. Foi uma reação espetacular. Todos sabemos que a Rússia possui uma das seleções mais fortes do esporte, e que haviam "fantasmas" que assombravam a seleção brasileira, a exemplo daquele fatídico jogo nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004, o famoso 24x19 que se tornou símbolo da queda. A seleção brasileira já havia levado o ouro em 2008, mas ainda faltava a revanche contra a Rússia.
O início de jogo foi semelhante à campanha brasileira na 1ª fase em Londres: instável. Perdemos o primeiro set, e a pressão aumentou no 2°. Dani Lins, uma das atletas mais criticadas daquele time até então (me incluo nessa turma de críticos), vinha fazendo uma boa partida. Sheila e Fernanda Garay se esforçavam no ataque, e conseguimos o resultado positivo, empatando o jogo.
Com os ânimos renovados, poderíamos acreditar que a seleção feminina viraria o placar logo ali. E o time começou bem, na frente. Até que a Rússia, comandadas por Gamova, conseguiram virar o placar no set, e dispararam, fechando com 6 pontos de vantagem.
Nervos à flor da pele, a torcida ligada no que acontecia estava suando frio. Será que mais uma vez, o Brasil cairia diante da Rússia? A partir do 4° set, porém, brilhou a estrela de Sheila. Ela, que ainda não havia tido o destaque que sempre teve e mereceu naquela Olimpíada, jogou o fino. Depois do time brasileiro começar atrás no placar, as moças reverteram a vantagem, e o que parecia ser caminho tranquilo para a Rússia chegar às semifinais, transformou-se na chave para a reação definitiva do Brasil. Vitória no 4° set, e o jogo indo para o tie-break. Como diria Galvão Bueno, haja coração!
O 5° set viu o Brasil começando na liderança. E chegou a ficar de cara com a vitória de imediato. A Rússia, fazendo valer o histórico de estraga-prazeres empatou o jogo. E virou no placar, começando aí, uma sequência de match-points frustrados. Sheila empata o jogo, e aí vamos para Rússia 15x14, 15x15, Rússia 16x15... o Brasil evitava os match points russos, mas não conseguia tomar a frente do placar.
Os momentos finais foram comandados por quem se destacou durante os Jogos Olímpicos até então: Sheila e Fernanda Garay. A melhor atleta olímpica do Brasil em 2012 empatou em 19x19. Fernanda fez os pontos derradeiros: 20 e 21. 21x19 foi o placar do set decisivo. Acabava ali, o histórico de vacilos contra a Rússia, que culminaram em uma Olimpíada e dois mundiais perdidos. Fim de um verdadeiro jogaço de vôlei. A torcida e as jogadoras finalmente poderiam respirar aliviados. E ali, continuava o caminho que trilharam até o bicampeonato olímpico, contra os Estados Unidos.
Se desejar, confira o jogo completo (não encontrei nenhum "melhores momentos"):
O que considero como meu momento preferido dos Jogos até agora, com 3 Olimpíadas claramente na memória tenha sido o duelo entre Brasil e Rússia, pelas quartas de final do vôlei feminino, na última Olimpíada, a de Londres-2012.
Foi um jogo que mesmo aqueles que não são fãs de voleibol tremeram. Foi uma reação espetacular. Todos sabemos que a Rússia possui uma das seleções mais fortes do esporte, e que haviam "fantasmas" que assombravam a seleção brasileira, a exemplo daquele fatídico jogo nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004, o famoso 24x19 que se tornou símbolo da queda. A seleção brasileira já havia levado o ouro em 2008, mas ainda faltava a revanche contra a Rússia.
O início de jogo foi semelhante à campanha brasileira na 1ª fase em Londres: instável. Perdemos o primeiro set, e a pressão aumentou no 2°. Dani Lins, uma das atletas mais criticadas daquele time até então (me incluo nessa turma de críticos), vinha fazendo uma boa partida. Sheila e Fernanda Garay se esforçavam no ataque, e conseguimos o resultado positivo, empatando o jogo.
Com os ânimos renovados, poderíamos acreditar que a seleção feminina viraria o placar logo ali. E o time começou bem, na frente. Até que a Rússia, comandadas por Gamova, conseguiram virar o placar no set, e dispararam, fechando com 6 pontos de vantagem.
Nervos à flor da pele, a torcida ligada no que acontecia estava suando frio. Será que mais uma vez, o Brasil cairia diante da Rússia? A partir do 4° set, porém, brilhou a estrela de Sheila. Ela, que ainda não havia tido o destaque que sempre teve e mereceu naquela Olimpíada, jogou o fino. Depois do time brasileiro começar atrás no placar, as moças reverteram a vantagem, e o que parecia ser caminho tranquilo para a Rússia chegar às semifinais, transformou-se na chave para a reação definitiva do Brasil. Vitória no 4° set, e o jogo indo para o tie-break. Como diria Galvão Bueno, haja coração!
O 5° set viu o Brasil começando na liderança. E chegou a ficar de cara com a vitória de imediato. A Rússia, fazendo valer o histórico de estraga-prazeres empatou o jogo. E virou no placar, começando aí, uma sequência de match-points frustrados. Sheila empata o jogo, e aí vamos para Rússia 15x14, 15x15, Rússia 16x15... o Brasil evitava os match points russos, mas não conseguia tomar a frente do placar.
Os momentos finais foram comandados por quem se destacou durante os Jogos Olímpicos até então: Sheila e Fernanda Garay. A melhor atleta olímpica do Brasil em 2012 empatou em 19x19. Fernanda fez os pontos derradeiros: 20 e 21. 21x19 foi o placar do set decisivo. Acabava ali, o histórico de vacilos contra a Rússia, que culminaram em uma Olimpíada e dois mundiais perdidos. Fim de um verdadeiro jogaço de vôlei. A torcida e as jogadoras finalmente poderiam respirar aliviados. E ali, continuava o caminho que trilharam até o bicampeonato olímpico, contra os Estados Unidos.
Se desejar, confira o jogo completo (não encontrei nenhum "melhores momentos"):

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