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'Vaquinha online' vira saída para atletas brasileiros rumo ao Rio 2016

Foto: Reprodução/Facebook
O Ministério do Esporte e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) estão investindo pesado na preparação dos atletas brasileiros rumo às Olimpíadas de 2016. Ainda assim, muitos candidatos a participar dos Jogos do Rio de Janeiro não são contemplados. Para não ficar muito atrás na corrida olímpica, esses atletas entraram em uma onda da internet para conseguir arrecadar recursos: a ‘vaquinha online’. De inscrições em campeonatos no exterior a barcos à vela, os brasileiros contam com doações para conseguir os preparativos ideias na briga por uma vaga na delegação verde-amarela. Em troca, os atletas dão prêmios aos doadores.

A última a aderir à moda foi a velejadora Larissa Juk. Campeã mundial universitária e militar, ela tentou chegar às Olimpíadas de Londres na classe Elliott 6m e por pouco não conseguiu sua primeira participação olímpica, mas o matching race feminino disputado entre trios saiu do programa do Rio 2016. Por isso, Larissa retornou à classe Laser Radial e está pedindo doações para arrecadar quase R$ 24,3 mil para comprar um barco Laser australiano, o melhor do mundo. Na vela, apenas o número 1 ganha suporte financeiro do COB - Fernanda Decnop venceu a regata pré-olímpica -, por isso Larissa está recorrendo à vaquinha online.

Antes da velejadora, alguns atletas com participação em Olimpíadas e medalha em Jogos Pan-Americanos também recorreram às doações na internet, mas com metas menos ousadas. Diogo Silva e Márcio Wenceslau precisavam de R$ 12,5 mil juntos para poder disputar o Aberto da Rússia de Taekwondo, só que Diogo se lesionou e devolveu sua cota da vaquinha. Musa da modalidade, Talisca Reis foi na mesma linha e conseguiu juntar pouco mais de R$ 4 mil para competir no Aberto do Canadá.

O recurso já foi utilizado também por atletas de Judô, do vôlei de praia e do Ski. A moda até foi além dos esportes olímpicos. A brasileira Sabrina Paiuta arrecadou R$ 50 mil para disputar as provas de motovelocidade da Europa.

O Ministério do Esporte prevê um investimento de R$ 1 bilhão apenas para o Plano Brasil Medalha, que é focado nos atletas com boas chances de subir ao pódio em 2016. Além disso, o Ministério prevê o incremento de R$ 1,5 bilhões no esporte durante este ciclo olímpico. Clubes, federações e confederações ainda podem obter recursos através de convênios vinculados à Lei de Incentivo ao Esporte.

Globo Esporte

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