Nessa quarta parte do Guia faremos um resumo do Grupo C, um dos mais disputados da competição. Noruega e Espanha são as favoritas pelas primeiras vagas. As outras duas restantes podem ficar com Angola, Polônia ou Argentina. Tudo indica que teremos o Paraguai como pior seleção da chave.
Os jogos desse grupo serão realizados na cidade de Zrenjanin, no ginásio Medisson Hall.
Noruega
Eis a favoritíssima ao título de campeã do Mundial de Handebol Feminino! Têm-se motivos de sobras para acreditar nisso. O país copou quatro dos últimos cincos Europeus (perdeu o do ano passado para Montenegro), levou Ouro nas últimas duas Olimpíadas e é a atual Campeã do Mundo. Quer mais? A seleção nórdica acabou de vencer a Molberingen Cup, torneio amistoso contra Holanda, Rússia e Coreia do Sul. De forma invicta.
O melhor nome entre tantos de qualidade é a Right Wing Linn Kristin Riegelhuth Koren (nome um pouco complicado). A maior goleadora do elenco. São 886 gols em toda a história em 240 jogos. Aparentemente só perde em número de gols para Kjersti Grini (1003) e está à 56 de ultrapassar em número de jogos Susann Goksor Bjerkrheim.
No momento só se ver a seleção de Montenegro ao nível das norueguesas. Vai ser muito boa a briga entre as duas seleções pelo título da competição.
Polônia
Só de chegar nesse Mundial, as jogadoras da Polônia merecem os parabéns! A equipe sequer disputou o Mundial do Brasil. Além disso, estão de fora de um Europeu desde 2006. Bastante tempo. Enfim, para ir à Sérvia as polonesas passaram com um de dificuldade sobre a Suécia: 26-23 e 33-31.
| Foto: Rafal Malko/Agencja Gazeta |
O primeiro jogo, contra o Paraguai, será crucial. É a seleção mais fraca do grupo teoricamente. É a chance de vencer por muito e embalar uma campanha avante à segunda fase.
Angola
Hoje a Angola é sem dúvidas a melhor seleção do continente Africano, e não seria exagero algum afirmar que são uma potência do Handebol Mundial. A equipe venceu os últimos OITO Campeonatos Africanos. Número absurdo. Contando com com os títulos de 89', 92', 94' Angola tem 11 conquistas no continente.
| Foto: Handball Serbia 2012 |
Se tudo der certo a Angola não deve ter problema nenhuma para avançar no Mundial. Seleção muito boa. É o único time africano que pode bater de frente com as seleções europeias nessa Copa do Mundo.
Espanha
A Espanha vive um dos seus melhores momentos no Handebol. O time masculino foi campeão do Mundial no começo do ano e agora as mulheres vêm com força máxima para o Mundial da Sérvia. A equipe conseguiu dois bronzes seguidos. Um no Mundial do Brasil e outro nos Jogos de Londres. Ótimo pretexto para se acreditar numa forte campanha das espanholas.
"A equipe chega ansiosa para o Mundial da Sérvia. As medalhas de bronze no Mundial do Brasil, e sobretudo a dos Jogos Olímpicos, foram muito importantes para nosso esporte, mas somos conscientes de que devemos seguir trabalhando duro para estar no ponto mais alto do pódio em todos os grandes torneios internacionais", disse Begona Fernandez Molinos, capitã da equipe.
Além de Begona, outras boas jogadoras da equipe são Macarena Aguilar, Alexandrina Barbosa, Elisabeth Pinedo, entre outras.
Argentina
Com um time renovado, a Argentina chega como a segunda força Sul-Americana no Mundial de Handebol Feminino. O técnico Eduardo Peruchena convocou três jogadoras com menos de 20 anos para a competição. A central Elke Karsten, por exemplo, debuta neste Mundial com 18 anos.
"Nós estamos treinando com novas jogadoras, focando no Pré-Olímpico. Nosso objetivo é estar nos próximos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016", falou Magdalena Decilio, capitã e mais experiente da equipe: 30 anos.
No último Mundial a Argentina chegou em 23º, só estando a frente da fraquíssima Austrália. As expectativas para esse ano são melhores. Estará na briga com Polônia e Angola por duas vagas, já que Noruega e Espanha são favoritas e o Paraguai é a seleção com mais deficiência no grupo.
Paraguai
Essa é apenas a segunda participação paraguaia em Mundial de Handebol Feminino. A primeira, em 2007, foi conquistada da mesma forma que a atual: com um quarto lugar em Pan-Americano da modalidade. No ano citado acima o Mundial terminou em 23° e tenta melhorar sua colocação esse ano.
No plantel uma jogadora que atual aqui no Brasil: Sabrina Fiore, 17 anos, jogadora do Castro Alves. "La Rubia", como é chamada, ganhou grande visibilidade na imprensa do Paraguai após sua convocação. É complicado dizer que ela é o principal nome da equipe, mas deve ser titular. A jogadora mais experiente é Marizza Faria, 30 anos, Central do Mar Alicante da Espanha.
Enfim, o Paraguai não deve ser pedra no sapato de ninguém. Seleção bem desconhecida, ainda não está nem entre as melhores das Américas (apesar da vaga). Melhor a campanha do Mundial de 2007 já seria excelente.
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