E vamos para a última parte do nosso Guia (lê-se triste)! O último Grupo dessa competição - o D - é composto por Hungria, Alemanha, Romênia, República Tcheca, Tunísia e Austrália. Será um grupo bem interessante de se acompanhar. São cinco forças (Hungria, Alemanha, Romênia, República Tcheca e Tunísia) brigando por quatro vagas. A Austrália representa a Oceania e tentará um milagre: vencer sua primeira partida em um Mundial Feminino de Handebol.
Hungria
A Hungria é uma das seleções mais tradicionais quando se fala em Handebol Feminino. Contando com esse da Sérvia, já participaram de 19 das 21 edições de Mundial, só ficando fora na Coreia do Sul em 1990 e no Brasil em 2011. Nos dois Campeonatos que sediaram duas pratas. O único título aconteceu em 1965 na Alemanha Ocidental.
No Europeu do ano passado, realizado na Sérvia, a equipe chegou na decisão do terceiro lugar e bateu as donas da casa por 41-38, em um jogo bem disputado. Foi o terceiro bronze delas na história.
O elenco tem vários nomes notáveis. Um desses nome é Anita Görbicz. Conseguiu 41 gols (23 de tiros de 7m) e 15 assistências. Tudo isso em 7 jogos do Europeu.
É mais uma seleção que chega pra brigar por medalha. E faz um bom tempo que não levam uma, diga-se de passagem.
Alemanha
Após ter decepcionado em 2011 por aqui com apenas um 17° lugar a palavra ordem na seleção alemã de Handebol Feminino foi renovação. E essa deu certo, pelo menos na Euro. O time conseguiu o 7° lugar encarando bem seleções como a de Montenegro e Rússia. Aliás, essa posição veio com uma vitória sobre um adversário do Grupo neste Mundial, a Romênia (25-23). No Qualifying do WC as germânicas passaram com certa facilidade sobre a Ucrânia. 24-16 na Alemanha e 22-25 fora de casa.
Laura Steinbach é a principal esperança dessa Alemanha por uma medalha. A defensora se sai muito bem nos lances de contra-ataque da seleção alemã. Forma com Anja Althaus uma das melhores do time.
"O Mundial da Sérvia é o próximo grande desafio para nossa equipe. Estamos ansiosos para disputar com a elite mundial. E se avançarmos da primeira fase, vamos fazer com que tudo possa prosperar nas fases seguintes da competições"- Heine Jensen, técnico da seleção.
Romênia
A Romênia participou de TODAS edições do Mundial de Handebol Feminino, desde 1957 na Iugoslávia até o Brasil em 2011. Essa será a vigésima primeira participação do país em vinte e uma edições. Tipo o Brasil na Copa do Mundo de futebol (guardada as devidas proporções).
A única medalha de ouro veio justamente em um torneiro realizado no próprio país, em 62. Outros bons resultados foram as pratas de 73 na Iugoslávia em 2006 na Rússia.
No último Europeu as romenas conseguiram apenas um décimo, algo muito abaixo do que se esperava delas, pois em 2010 conseguiram o terceiro lugar.
O grande nome do Handebol romeno no momento é Valentina Neli Ardean Elisei. 31 anos. Uma das maiores goleadoras no selecionado com incríveis 763 gols em 189 jogos. Número sensacional. Como boa parte das convocadas, Valentina joga em times do Handebol romeno.
Enfim, a Romênia chega para brigar por classificação nesse grupo. O jogo crucial será contra a boa seleção da Tunísia, logo na estreia, no dia 07 às 16h15.
República Tcheca
A República Tcheca sempre vem beliscando uma participação em Mundial aqui, outra acolá... Desde 1995 são cinco. As checas tiveram como melhor resultado 13° lugar em 1997 na Alemanha. Ultrapassar essa marca é o grande desafio do time dirigido por Jan Basny.
Para chegar a este Mundial a República Tcheca bateu a fraca Islândia em jogos bem fáceis: 17-29 fora de casa e 26-21 dentro. Na Euro a equipe chegou apenas na 12° colocação, apesar de ter avançado num grupo com Noruega, Sérvia e Ucrânia.
A principal jogadora da equipe é Helena Štěrbová. Joga na Ligue 1 da França e na Euro realizada na Sérvia fez 20 gols. Outro nome bem conhecido é a Line Player Petra Vítková. Vitková tem 33 anos e não vem apresentando seu melhor jogo, mas acrescenta muito quando se fala em experiência.
Tunísia
Apesar de não ter um time bem conhecido, a Tunísia chega a essa Copa do Mundo com boas chances de classificação para a segunda fase. Esse será o quarto Mundial seguido das tunisianas, no último conseguiram 18° lugar. Muito pouco, é verdade. Mas o Handebol por lá tem mostrado certo avanço.
As tunisianas foram pela segunda vez consecutiva vice-campeãs do Africano, mais uma vez perdendo para Angola (26-24).
A melhor jogadora comandada por Mohamed Ali Sghir é Mouna Chebbah, atleta do Viborg. Ela foi escolhida como MVP do Africano e sempre acaba marcando a maioria dos gols de seu time nos jogos. Excelente jogadora.
Austrália
É a mais fraca seleção deste Mundial. Nunca venceu uma partida na história da competição e sempre sai com um saído horroroso. Talvez precisam fazer o que o time de futebol da Austrália: mudar-se para a Ásia para aprimorar seu jogo.
Não é exagero dizer que não existe destaques individuais na equipe. Quem quebra um galho, com todo respeito, as vezes é Allira Hudson-Gofers e Victoria Fletcher.
Só ganhar uma partida e fazer pelo menos 26 pontos, maior pontuação do país em um jogo (contra o Congo, 33-26), seria um grande feito para a Austrália.
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