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Sérgio Cabral rebate cobranças de presidente da CBDA sobre Delamare



O governador do Rio, Sérgio Cabral, usou a sua conta em uma rede social, na tarde desta sábado, para rebater as críticas feitas pelo presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes. Em entrevista ao portal do jornal Lance!, nesta sexta-feira, Coaracy afirmou estar decepcionado com o governador, que havia prometido reformar todo o parque aquático e não cumpriu. Segundo ele, o político não estaria nem atendendo seus telefonemas mais. Cabral se defendeu.

- Lamento a postura do presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, Coaracy Nunes, que solicitou, junto com outros dirigentes, que não se demolisse o Julio Delamare. Atendi o pleito apesar de discordar, pois o contrato com a concessionária estava prevista a construção de centro aquático contemporâneo e de acordo com todas as exigências olímpicas. Tivemos que comunicar à concessionária a decisão e esperar soluções que mantivessem o contrato com as garantias de investimentos estabelecidos - publicou Cabral.


Outra promessa que Cabral não teria cumprido, segundo Coaracy, foi a compra de um placar eletrônico para o Júlio Delamare. O dirigente afirmou que, após ter negociado um desconto de R$ 50 mil, o placar passou a custar R$ 452 mil. De acordo com ele, no momento de fechar o acordo, Cabral se negou. O governador se defendeu na rede social.

- Expliquei ao Coaracy várias vezes que o placar somente poderia ser adquirido pela concessionária depois de todas as dúvidas esclarecidas. O aditivo foi assinado recentemente. E já solicitamos a compra do placar - postou o político.

O governo do Estado do Rio e o Consórcio Maracanã assinaram, na última segunda-feira, o primeiro aditivo ao contrato de concessão do estádio. Foram suspensas as demolições do Estádio de Atletismo Célio de Barros, do Parque Aquático Julio Delamare e do prédio do Museu do Índio pelo novo acordo. Elas estavam previstas originalmente foram motivo de protestos em 2013.


A concessionária deverá reformar o Célio de Barros e o Julio Delamare ao invés de demolir os dois. O aditivo do contrato determina ainda que a empresa deixe o equipamento pronto para se tornar a sede das competições de polo aquático nas Olimpíadas do Rio, em 2016. O maior problema é o Centro de Saltos, que foi destruído e ainda não foi reposto. A seleção brasileira não tem local para realizar seus treinamentos.

- Em relação ao Centro de Saltos: não será construido antes das Olimpíadas a pedido do Comitê Organizador Rio 2016. Ele foi demolido porque comprometia o fluxo de pessoas ao Maracanã na Copa das Confederações. Isso também ocorreria, caso permanecesse na Copa do Mundo e nas Olimpíadas - concluiu o governador.

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