O velocista paralímpico Alan Fonteles foi apresentado na manhã desta
segunda-feira pelo Esporte Clube Pinheiros, na sede do clube, em São
Paulo. O atleta se filiou ao clube para buscar uma vaga no Troféu Brasil
de Atletismo, em outubro, na capital paulista. Mas esse não é o único
objetivo dele. Se tudo der certo, quer se tornar o primeiro paratleta do
país a disputar uma Olimpíada, em 2016.
- Meu objetivo é a Paralimpíada. Quero disputar quatro provas (100m,
200m, 400m e revezamento 4x100m). Mas, com a entrada no Troféu Brasil,
muda meu pensamento em relação à Olimpíada. É algo que pode acontecer -
afirmou o atleta biamputado.
- Vou pensar uma coisa de cada vez. Com o Troféu Brasil, de alguma
forma, já penso no esporte olímpico. Se não participo de uma competição
olímpica no Brasil, como vou para a Olimpíada? Pretendo ir. Vou buscar o
índice para as duas - continuou.
Fonteles é atualmente um dos principais atletas do esporte
paralímpico brasileiro e mundial. Campeão do mundo ano passado, em Lyon,
nos 100m, 200m e 400m, ele ainda é o recordista mundial nos 200m, com o
tempo de 20s66 na classe T43. Ele ainda tem a melhor marca nos 100m
(T43), com 10s57. No esporte convencional, a ideia é disputar apenas os
200m.
Segundo o próprio velocista, para participar do Troféu Brasil, ele
precisa alcançar o índice de 21s40 (com o cronômetro eletrônioco) e de
21s20 (no manual). As marcas precisam ser obtidas em competições da
Confederação Brasileira de Atletismo ou da Federação Paulista de
Atletismo.
Apesar de agora contar com a estrutura do Pinheiros, Fonteles vai
continuar treinando em São Caetano, com o Time São Paulo. E como a atual
temporada não tem muitas competições paralímpicas, acredita que vai
conseguir conciliar todas suas atividades. Agora, além de treinar para
mais competições, também vai precisar readaptar sua maneira de largar.
Em competições paralímpicas ele larga apoiado nas duas próteses e com
uma mão no chão. Já no esporte olímpico precisa iniciar a disputa da
mesma maneira que todos os outros competidores, ou seja, com os pés no
bloco de largada e as duas mãos no chão.
- Vou ter de.começar a treinar. Minha saída em pé é mais rápida, foi a
forma que encontrei para largar mais rapidamente. As competições
paralímpicas permitem que seja dessa forma. Mas sei fazer dos dois
jeitos. É voltar a se acostumar - afirmou Fonteles.
Foto: Estado de São Paulo
Fonte: Terra/Lancepress

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