Os operários do Parque Olímpico, uma das principais instalações dos Jogos de 2016,
no Rio de Janeiro, retornaram ao trabalho hoje, após um
acordo feito com o consórcio responsável pela obra em audiência no
Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio ontem.
Os trabalhadores estão parados desde a semana passada por melhores
salários e condições de trabalho. A categoria também reivindica, entre
outros pontos, aumento no ticket refeição, elevação do prêmio de
assiduidade de 180 reais para no mínimo 250 reais e extensão do plano de
saúde para familiares dos operários.
Segundo o consórcio responsável pelas obras, a volta ao trabalho foi
determinada pelo TRT, mas o Sindicato dos Trabalhadores da Construção
Civil (Sintraconst-Rio) alegou que aceitou retornar mediante a promessa
de que sejam feitas novas propostas e negociações.
"Foi estipulado o prazo de 30 dias para que as partes cheguem a um
acordo sobre as novas reivindicações apresentadas pela categoria", disse
em nota o consórcio Rio Mais, formado pelas construtoras Odebrechet,
Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken.
Mas o presidente do Sintraconst-Rio, Carlos Antônio Figueiredo Souza,
alertou que a volta ao trabalho foi decidida por acordo, e não por
imposição do TRT. Ele disse que se não houver um avanço nas negociações
até sexta-feira, a greve poderá ser retomada.
"Ninguém mandou a gente voltar... houve um acordo para isso. Nosso
compromisso é voltar e na sexta-feira sentar para negociar. Se não
houver avanço, podemos retomar a greve", afirmou ele à Reuters.
Cerca de 2.500 operários trabalham nas obras do Parque Olímpico, que
está previsto para ser concluído no primeiro semestre do ano que vem. No
local, serão disputadas 16 modalidades olímpicas, com a previsão de
receber mais de 120 mil pessoas por dia.
Nos últimos dias de greve, os operários fizeram protestos e
manifestações dentro e fora do canteiro de obras. No começo da semana,
tiros foram disparados para o alto durante um protesto e os autores não
foram identificados.
Foto: Carlos Eduardo Cardoso/O Dia
Fonte: Estado de São Paulo/Reuters

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