Não é só no Brasil que a Fifa encontra problemas por conta
da Copa do Mundo. A oito anos do Mundial de 2022, a entidade enfrenta duras
críticas pela escolha pelo Catar como sede: ora pelas altas temperaturas, ora
pelas denúncias de trabalho escravo.
Nesta sexta-feira, pela primeira vez, o presidente da Fifa,
Joseph Blatter, admitiu que houve um erro na escolha pelo Catar. O motivo,
segundo o dirigente, é forte calor que atinge o país durante o verão, impróprio
para a prática de futebol.
- Claro que a escolha
(pela Copa no verão do Catar) foi um erro. Mas erros são cometidos
na vida. O relatório técnico do Catar indicou que era muito quente no
verão, mas o Comitê Executivo da Fifa, em ampla maioria, decidiu que a
Copa deveria ser disputada no Qatar - disse Blatter, a "RTS", após ser
perguntado sobre as temperaturas de 50 graus no verão do país.
Diante da repercussão da declaração do dirigente, a Fifa
emitiu um comentário pouco depois para dizer que o erro não tem relação com a
escolha pelo Catar em si. Na visão de Blatter, o problema foi a escolha pelas
datas, entre junho e julho, quando faz muito calor no país.
- Tal como explicou na sua resposta à jornalista, o presidente
da Fifa reiterou que a decisão de organizar a Copa do Mundo no verão foi um
"erro", justificada com os relatórios técnicos da candidatura, que
salientaram as temperaturas extremamente elevados no verão no Catar. Em nenhuma
altura Joseph S. Blatter questionou o Catar como organizador da Copa do Mundo de 2022.
A Fifa estuda a possibilidade de transferir a Copa do Mundo
de 2022 para o fim do ano, quando será inverno no país e as temperaturas
estarão mais baixas. Joseph Blatter e o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke,
já se mostraram a favor da ideia, que será votada em breve pelo Comitê
Executivo. O Catar venceu a disputa com Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão
e Austrália.
Foto: Reuters
Fonte: Globoesporte.com

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