A invasão em campo de um torcedor na partida entre Alemanha e Gana,
no último sábado, em Fortaleza, virou centro de polêmica na imprensa
internacional. O rapaz não identificado que adentrou as quatro linhas da
Arena Castelão foi acusado de carregar, em seu próprio corpo, mensagens neonazistas.
Ele invadiu o gramado aos 7min do segundo
tempo, pouco depois de Mario Götze abrir o placar para a Alemanha. Assim
que pisou no campo de jogo, tirou a camisa e exibiu uma pintura em seu
peito. Havia a inscrição "HHSSCC", além de alguns números.
A transmissão oficial da Copa do Mundo,
como de costume, cortou as imagens imediatamente, e o invasor, após
abraçar grande parte dos atletas, foi “escoltado” para fora de campo
pelo volante ganês Sulley Muntari.
De acordo
com jornais africanos, a mensagem que o invasor tentava transmitir por
meio da escritura em seu próprio corpo tinha cunho neonazista. Neste
domingo, a Fifa se pronunciou sobre o tema e disse que irá investigar o
ocorrido.
“Ainda não recebemos o relatório das pessoas
envolvidas no jogo. E, se for o caso, vamos abrir investigação. Temos
posição forte, e o caso está sendo analisado. Não sabemos ainda o que
estava escrito nele e nas faixas que foram retiradas de torcedores”,
declarou Delia Fischer, chefe do departamento de comunicação da Fifa.
As
faixas às quais ela se refere também foram alvo de polêmica na imprensa
internacional. Registros divulgados na internet mostram cartazes de
cunho racista e até alguns torcedores com o rosto pintado de preto nas
arquibancadas da Arena Castelão.
“Temos
equipe cuidando de tudo, removendo faixas com mensagens
discriminatórias. Temos politica de tolerância zero com qualquer tipo de
discriminação. Pegaremos as evidências e mandaremos para o nosso comitê
disciplinar. Eles vão analisar todos os documentos. Não posso comentar.
Se virem motivo, vão abrir procedimentos”, decretou.
Foot: Reuters
Fonte: Terra

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