Após uma investigação de seis meses, o canal de TV Channel 4 e o jornal The Telegraph, ambos da Inglaterra,
que trabalharam em conjunto, divulgaram na noite de domingo informações
sobre um suposto esquema de manipulação de resultados envolvendo a
seleção ganesa.
A operação montada pela investigação incluiu a presença
de repórteres e agentes disfarçados, que conseguiram inclusive a
assinatura de Kwesi Nyantakyi, presidente da Associação Ganesa de
Futebol (do inglês GFA), em um contrato em que concordava em participar
de dois amistosos em troca de 170 mil dólares (R$ 377 mil).
O contrato também previa que a arbitragem da partida
seria escolhida por uma empresa de fachada, que na verdade pertencia à
Diamond Capital, organizadora dos jogos, que seria formada por um grupo
de apostadores. Os juízes escolhidos para os duelos estariam
comprometidos com o esquema e facilitariam a manipulação dos resultados.
O encontro de Nyantakyi com os repórteres disfarçados,
realizado no início de junho, foi filmado com uma câmera escondida e
divulgada pelos veículos responsáveis pela matéria nesta segunda-feira.
Também estão envolvidos no esquema o agente Fifa Christopher Forsythe,
que iria oficializar o amistoso junto à entidade em troca de propina, e
Obede Kketiah, outro membro da GFA. Ambos se referiram ao jogo como
"patrocinado" no vídeo.
Os dois jogos acertados funcionariam como um "período de
experiência" entre a Diamond Capital e a seleção ganesa. Caso tudo
desse certo, a empresa passaria a ser responsável pela organização de
todas as partidas de Gana.
Apesar disso, não há provas sobre a participação de jogadores da seleção no esquema ou mesmo de fraudes em partidas de Gana na Copa do Mundo de 2014.
A seleção de Gana está no Grupo G do Mundial, ainda com
chances de classificação às oitavas de final. Eles voltam a campo na
quinta-feira, 26, às 13h, para jogar contra Portugal.
Foto: AP
Fonte: Terra

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