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Nadador Clodoaldo Silva sonha com despedida dourada nos Jogos do Rio

 Dono de sete medalhas olímpicas, o nadador Clodoaldo Silva já planeja encerrar a carreira após os Jogos Paralímpicos do Rio 2016. Mas antes disso, o potiguar, de 35 anos, quer fazer história em seu país. Em tratamento desde o ano passado por conta de duas hérnias de disco, o paratleta se prepara para o seu retorno às piscinas.

- Voltei a nadar há um mês e meio. Este ano é menos importante do que 2015 e 2016. Vai ser um ano de base pra mim. Vou tentar recuperar o tempo perdido em 2013. Para que, em 2015, na Copa do Mundo de Natação, na Escócia, e no Pan-Americano, no Canadá, eu possa estar na minha melhor forma. Quero buscar o ouro nos 50 metros livre no meu país, e vou brigar pelo pódio nos 100m e 200m - planeja o nadador.

Clodoaldo Silva já vislumbra um futuro melhor para os atletas do paradesporto depois de 2016.

- Esse é o momento para a sociedade e os governantes perceberem que é preciso apoiar a base. O nosso grande legado é a sociedade perceber que a gente tem que trabalhar na base, para que os grandes atletas possam chegar ao lugar mais alto do pódio.

Clodoaldo ajudou esportes paralímpicos a crescerem no Brasil

Ele não teme obstáculos. Acostumado desde cedo a superar desafios, Clodoaldo Silva, 35 anos, enfrenta o que vier com autoestima e bom humor. Não por acaso, o potiguar é um dos principais nomes do paradesporto brasileiro. Um verdadeiro “papão” de medalhas nas piscinas, Clodoaldo escreveu seu nome na história do esporte com 13 medalhas em Paralimpíadas e é exemplo de garra e determinação para novos e velhos atletas.

O nadador, que já se prepara para encerrar a carreira depois das Paralimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, esteve em Vitória nesta quinta-feira para um bate-papo com professores e gestores e secretários de Esporte sobre o incentivo aos esportes paralímpicos.

Clodoaldo tem muito a ensinar. A falta de oxigenação no cérebro, ainda no parto, fez com que ele perdesse o movimento das pernas e não realizasse o sonho de ser goleiro. Nas piscinas, no entanto, não faltou fôlego. Só nas Paralimpíadas de Atenas, em 2004, foram seis medalhas de ouro e uma de prata.

- Minha família nunca me viu como coitadinho. Toda vez que me diziam um não, eu encarava aquilo como um sim. A partir de Atenas, as pessoas começaram a perceber que ali não eram só pessoas com deficiência. Eram atletas, que tinham uma deficiência como característica, mas isso não nos impedia de nada. Depois dali, vieram investimentos no esporte paralímpico - contou o nadador.

Fonte: globoesporte.globo.com

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