Yane Marques espera se despedir da carreira de pentatleta com o
sonhado ouro olímpico nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A
sertaneja, de Afogados da Ingazeira, interior de Pernambuco, chegará à
disputa com 32 anos. Experiência que vai muito além da idade. A medalha
de bronze nas Olimpíadas de Londres, há quatro anos, foi uma conquista
inédita para o pentatlo moderno não só do Brasil, mas de toda a América
Latina. Restam pouco menos de dois anos para os Jogos do Rio. E, ainda
que os resultados nas etapas da Copa do Mundo este ano tenham ficado
abaixo do esperado - um 7º lugar foi a melhor colocação -, Yane se vê no
auge da forma.
- Sem dúvidas hoje eu vivo a minha melhor
fase de treinamentos. Estou me dedicando muito para conseguir um bom
resultado nas próximas competições e, consequentemente, nas Olimpíadas.
Posso dizer que nem na preparação para Londres coloquei intensidade -
diz a pernambucana, que começou no pentatlo moderno em 2003, aos 19
anos.
Uma das maiores esperanças da medalha olímpica para o país, antes de
seguir para a Europa, Yane iniciou 2014 com o pé direito. Em março,
conquistou a medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos, disputados no
Chile, logo na primeira vez em que participou da competição. No último
mês de julho, subiu ao lugar mais alto do pódio no Pan-Americano da
modalidade, realizado na Cidade do México. Em setembro, vai encarar a
principal competição do calendário, em 2014: o Mundial, na Polônia.
- Venho me dedicando desde o início do ano e já consegui bons
resultados. O objetivo não poderia ser outro senão as Olimpíadas. Mas,
minha principal meta é conseguir treinar e trabalhar sem nenhuma
intervenção e, se isso acontecer, se eu conseguir reproduzir o que eu
venho trabalhando, terei condições reais de conquistar a medalha.
Apesar da ambição, Yane sabe que terá de superar atletas como a número um do mundo, a lituana Laura Asadauskaite – campeã olímpica e líder do ranking desde maio de 2012 -, e também Qian Chen, a chinesa que ocupa o segundo lugar na lista. Atualmente, Yane se encontra na terceira colocação do quadro.
Apesar da ambição, Yane sabe que terá de superar atletas como a número um do mundo, a lituana Laura Asadauskaite – campeã olímpica e líder do ranking desde maio de 2012 -, e também Qian Chen, a chinesa que ocupa o segundo lugar na lista. Atualmente, Yane se encontra na terceira colocação do quadro.
- Há muito tempo eu sonho com esse título e cada vez que eu sonho tenho
mais afinco e dedicação para conquistá-lo. Mas sei que são 26 atletas
que têm chances reais de vencer a competição, pois o esporte é muito
instável, qualquer erro custa muito caro, e não dá para fazer grandes
precisões, mas acredito que vou estar bem afinada no conjunto das provas
e, se colocar em prática o que venho treinando, conseguirei.
E os treinamentos de Yane Marques têm sido exaustivos, principalmente no combinado – tiro com corrida -, no qual Yane acredita que precisa aprimorar.
- A natação é a minha modalidade de origem e é onde eu também mais pontuo. Mas hoje eu consegui equilibrar muito mais o meu nível e consigo ser regular em todas as outras modalidades. Eu não monto como uma amazonas, mas vou bem, não luto esgrima como um esgrimista, mas consigo manter uma boa média.
Para 2016, o equilíbrio nas provas será a principal arma da pentatleta pernambucana.
- Minha intenção é estar sempre entre as 10 mais bem colocadas. Uma hora entre as três primeiras, outra entre as sete... se eu tiver essa regularidade, conseguirei chegar ao pódio – explicou Yane, que admitiu que essa deverá ser a sua última olimpíadas como atleta.
Apesar da projeção, Yane revela que pretende seguir atuante mesmo depois da aposentadoria.
- Tenho o sonho de ser treinadora de pentatlo moderno. Terminei recentemente meu curso de Educação física, mas não penso nisso agora. Até 2016 eu respiro e transpiro as Olimpíadas. Mas a partir daí não sei se participo de 2020, não é minha intenção. Quero contribuir de outra forma. 2020 como treinadora, quem sabe? Tudo que eu vivi e aprendi quero passar para outras pessoas continuarem com esse trabalho – pontuou.
E os treinamentos de Yane Marques têm sido exaustivos, principalmente no combinado – tiro com corrida -, no qual Yane acredita que precisa aprimorar.
- A natação é a minha modalidade de origem e é onde eu também mais pontuo. Mas hoje eu consegui equilibrar muito mais o meu nível e consigo ser regular em todas as outras modalidades. Eu não monto como uma amazonas, mas vou bem, não luto esgrima como um esgrimista, mas consigo manter uma boa média.
Para 2016, o equilíbrio nas provas será a principal arma da pentatleta pernambucana.
- Minha intenção é estar sempre entre as 10 mais bem colocadas. Uma hora entre as três primeiras, outra entre as sete... se eu tiver essa regularidade, conseguirei chegar ao pódio – explicou Yane, que admitiu que essa deverá ser a sua última olimpíadas como atleta.
Apesar da projeção, Yane revela que pretende seguir atuante mesmo depois da aposentadoria.
- Tenho o sonho de ser treinadora de pentatlo moderno. Terminei recentemente meu curso de Educação física, mas não penso nisso agora. Até 2016 eu respiro e transpiro as Olimpíadas. Mas a partir daí não sei se participo de 2020, não é minha intenção. Quero contribuir de outra forma. 2020 como treinadora, quem sabe? Tudo que eu vivi e aprendi quero passar para outras pessoas continuarem com esse trabalho – pontuou.
Foto: Thiago Augustto
Fonte: Globoesporte.com

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