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Reforma da cobertura do Engenhão entra na reta final


Palco do atletismo dos Jogos Olímpicos de 2016, daqui a menos de dois anos, o Engenhão está interditado desde março de 2013, quando um laudo alertou para o perigo da queda da cobertura em caso de ventos acima de 63km/h. Os arcos de sustentação haviam se deslocado 50% além do previsto. As obras para corrigir o erro do projeto começaram quatro meses depois, em julho, e a previsão de conclusão é novembro deste ano, 20 meses após o início.

Em julho deste ano, 34 torres foram instaladas para aliviar o peso da cobertura para colocação dos mastros e tirantes que reforçarão os arcos superiores. A cobertura será retensionada, e as torres de escoramento, retiradas. A reforma do estádio do Botafogo conta com cerca de 500 operários, sendo 30 alpinistas, um guindaste de 500 toneladas e outros dois menores. As obras de reurbanização no entorno começaram em junho. A principal mudança será a criação da Praça do Trem, que vai aproveitar antigos galpões para se transformar na maior área de lazer do Grande Méier e no maior acesso ao Engenhão. A iluminação será reforçada, uma ciclovia criada e galerias fluviais vão ajudar a eliminar pontos críticos de alagamento nos dias de chuva.   

Um projeto inicial para recuperar a cobertura do Engenhão chegou a ser divulgado pela imprensa, mas foi descartado pelas dificuldades. Consistia em “pinçar” e cobertura com dois cabos estaiados instalados do lado de fora do estádio para distribuir a carga das estruturas comprometidas. A construção do estádio foi iniciada pelo Consórcio RDR, das empreiteiras Racional, Delta e Recoma, que assumiu não ter capacidade para construir a cobertura quando ela já estava 25% feita. O Consórcio Engenhão (OAS e Odebrecht) assumiu e terminou a obra em um prazo apertado. As duas empreiteiras bancam o reparo, cujo custo não foi divulgado, e buscam na Justiça o ressarcimento dos valores investidos.


Foto e Fonte: Globoesporte.com

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