Após os problemas ocorridos com o revezamento 4x100m feminino que
disputou o Mundial de Atletismo em Moscou, no ano passado, quando o
bastão caiu e a medalha de prata escapou pelos dedos, a expectativa
volta a ser grande por um bom resultado da equipe nos Jogos Olímpicos do Rio,
daqui a menos de dois anos. Ana Cláudia Lemos, com duas Olimpíadas na
bagagem disse, ao canal por assinatura SporTV, que é importante não só estar bem treinada, mas suportar
a pressão de uma grande competição.
- O ranking do revezamento são seis atletas, e dessas seis pode correr
qualquer uma, mas quem tiver melhor no treinamento, quem errar menos,
quem tiver melhor percepção dos erros que podem acontecer. E você tem
que saber se comportar dentro da competição, da pressão, porque treino é
treino e competição é competição. Muitas vezes se está bem treinada,
mas dentro da competição não tem estrutura - avisou.
Na Rússia, o Brasil estava em segundo lugar quando deixou o bastão cair
na passagem de Franciela Krasucki para Vanda Gomes, que ao fim da prova
fez um desabafo e reclamou da preparação. As demais integrantes da
equipe rebateram a companheira e expuseram um problema de relacionamento
entre elas. Ana Cláudia explica como se dá a escolha da equipe.
- A seletiva é feita no ano das Olimpíadas. São três (classificadas)
por provas. Tem um índice que é estabelecido pela confederação nacional e
pela internacional, e a gente sabe que é possível chegar entre as três e
também é possível chegar numa final - avaliou, já citando o objetivo
para os Jogos do Rio.
Ana Cláudia Lemos voltou às competições no início desse mês, no
Campeonato Ibero-Americano, em São Paulo, depois de uma lesão no pé
direito que sofreu em fevereiro, durante uma sessão de treinos nos
Estados Unidos. A velocista faturou a medalha de ouro nos 100m, com um tempo de 11s13, novo recorde da competição. Ela destacou a importância dos treinos.
- Procuro focar no treinamento, nas metas do treinamento para chegar às
Olimpíadas, e aí você começa a pensar numa final individual. E a
rivalidade entre as competidoras vai ter sempre, você vai querer ser
melhor sempre. Isso vai ser bom para que a prova cresça, que tenha um
nível maior. Mas a gente não pode começa r apensar tudo de uma vez,
pensar nas rivais brasileiras, nas estrangeiras, se vai chegar na final,
como vai ser o treino. Então primeiro é focar no treino e deixar as
coisas acontecerem. Se você conseguir fazer um bom treinamento, as
coisas começam a acontecer e as metas a serem atingidas - concluiu.
Fonte: SporTV.com

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