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Campeonato Mundial de Luta Olímpica - Brasil em busca de medalha inédita.


A partir desta segunda-feira (08.09), os principais representantes do Brasil na Luta Olímpica iniciam o principal desafio do ano no Campeonato Mundial da modalidade, disputado em Tashkent, no Uzbequistão.

O torneio será disputado até o próximo dia 14 e Pedro Gama Filho, presidente da Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA), confia em seu grupo de seis atletas para chegar à disputa de medalhas: Giullia Penalber (da categoria 55 kg), Joice Silva (58 kg), Laís Nunes (63 kg) e Aline Ferreira (75 kg) serão as representantes brasileiras. No masculino, para marcar presença em todos os estilos, o Brasil terá Adrian Jaoude, da categoria 86 kg da modalidade livre, e Antônio dos Santos, da 130 kg da greco-romana.

Roberto Leitão, superintendente da CBLA, segue a mesma linha de confiança do presidente da entidade e avalia que em relação às meninas é possível esperar ao menos um avanço do Brasil às semifinais, o que seria um passo adiante em relação ao oitavo lugar de Joice Silva (foto)  no Mundial de Budapeste 2013, na Hungria. No ano passado, Joice lutou na categoria que era até 59 kg.


Entre fim de agosto e as vésperas do Mundial de Tashkent, foi programado um período de treinamentos para o time feminino em Tokamachi, no Japão. O objetivo foi dar ritmo de competição às atletas antes da chegada a Tashkent, como explica o superintendente. “As japonesas estão entre as melhores do Mundo”, ressalta Roberto Leitão, referindo-se à importância da preparação.

As mulheres têm certa vantagem em relação aos homens nas lutas porque a inclusão do esporte feminino na modalidade é mais recente e o ocorreu apenas na modalidade livre, onde é permitido o uso de pernas, ao contrário da greco-romana. No caso dos homens, a tradição em determinados países é secular e, assim, há mais dificuldades para alavancar os brasileiros para a elite mundial.

No feminino, em abril, o Brasil tinha quatro atletas entre as 20 primeiras do ranking mundial da Federação Internacional de Lutas Associadas (FILA, na sigla em francês). Em agosto, embora tenha perdido uma representante, o país ainda manteve três brasileiras com destaque na lista: Aline, em 11º da 75 kg; Joice, em 13º na 58 kg; e Laís, 16ª na 63 kg.As três são contempladas com a Bolsa-Pódio, a categoria mais alta do Programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte.

Dailane Gomes, da 63 kg (como Laís) e também atleta Pódio, deixou as top-20 pela parada depois de passar por cirurgia no joelho direito.No Mundial de Tashkent também estará Giullia Penalber, da categoria 55 kg, que vem do judô. Em julho, na Cidade do México, Giullia chegou às semifinais em sua categoria no Pan-Americano de Luta Olímpica. Laís Nunes, lutando na 60 kg – uma categoria abaixo da sua –, ficou com a prata; na 63 kg, Dailane Gomes caiu na repescagem; Joice Silva ficou nas quartas de final da 58 kg.

Ainda em julho, quando as brasileiras participaram pela primeira vez do Golden Grand Prix (que reúne apenas os oito melhores países do mundo), em Baku, no Azerbaijão, três atletas do país terminaram em quinto lugar: Joice (até 58 kg), Dailane e Laís (até 63 kg). Aline (até 75 kg) ficou em sétimo.Depois do Brasileiro Adulto, em agosto, a programação para as atletas visando ao Mundial incluiu 20 dias de treinamentos no Japão, com rivais muito fortes em técnica e também em velocidade e “que também trabalham com muita disciplina”, como lembra Roberto Leitão.

Para se ter uma ideia do peso das japonesas na modalidade, no Mundial Júnior de Zagreb, na Croácia, no início de agosto, as representantes do país asiático somaram quatro ouros e dois bronzes.“Os treinos no Japão foram excelentes, porque nossas atletas estão mais acostumadas à escola cubana”, observa Roberto Leitão. Nesse sentido, vale ressaltar que os técnicos da Seleção Brasileira, Ángel Aldama e Pedro García, são de Cuba.Esse trabalho de intercâmbio, acrescenta o presidente Pedro Gama Filho, também visa o desenvolvimento do esporte a longo prazo – não apenas para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, mas também para os Jogos de Tóquio 2020.

No masculino, categoria na qual o esporte vem de muito mais tempo e os alguns países têm tradição e força mais consolidadas, o Brasil tem poucas chances. Ainda assim, a CBLA deve levar Adrian Jaoude e Antônio dos Santos, porque é importante a participação de brasileiros em todas as modalidades, como explica o supervisor Roberto Leitão. “Queremos ter representatividade em cada estilo agora em Tashkent, porque em 2015 teremos o Mundial Júnior, de 17 a 20 anos, aqui no Brasil, que, em princípio, será no Recife”, adianta o dirigente.


A Seleção Brasileira

Feminino

>> Giullia Penalber – categoria 55 kg
>> Joice Silva  – 58 kg
>> Laís Nunes – 63 kg
>> Aline Ferreira – 75 kg

Masculino

>> Adrian Jaoude – categoria 86 kg – modalidade livre
>> Antônio dos Santos – 130 kg – modalidade greco-romana

Fonte / Foto :  Time Brasil

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