A parceria entre Brasil e Japão, que deu certo no Mundial de Luta Olímpica recém-encerrado, vai continuar nos próximos anos. De acordo com o presidente da Confederação Brasileira de Lutas Associadas, Pedro Gama Filho, o convênio está firmado até 2020, ano das Olimpíadas de Tóquio, e vai garantir idas das atletas brasileiras ao país asiático - referência na modalidade - três vezes por ano. A expectativa é de seguir trilhando o caminho do sucesso: no Uzbequistão, após um mês em solo japonês, a medalha de prata inédita em Mundiais veio com Aline Silva.
- Com certeza é importante treinar com a melhor equipe do mundo, a número 1. Elas têm duas tricampeãs olímpicas, então é muita experiência que acrescenta para nossas meninas. Os treinos lá são puxados, simulando competição. Você compete com as melhores do mundo o tempo inteiro, então você agrega bagagem para as atletas. Pude sentir não só na Aline, mas em todas as que vi lutando em Tashkent (Uzbeqsuitão). O período de um mês de treinamento foi equivalente a mais ou menos um ano - comemorou Pedro.
Sobre a conquista recente, o presidente da Confederação, que foi ao aeroporto recepcionar Aline Silva na última terça-feira, afirmou que era uma meta almejado há um certo tempo. A medalha, para ele, não foi exatamente uma surpresa.
- Surpreender não é o termo certo. Na última edição do Mundial eu já fui esperando por uma medalha. Não sabia de quem seria, mas esperava. Lógico que as frustrações vão te calejando, mas de certa forma era um resultado aguardado, então é uma mistura - explicou o dirigente.
Para os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro, o trabalho não é focado apenas no resultado, mas sim na longevidade das conquistas que a luta pode trazer ao esporte brasileiro.
- Acredito no trabalho, mas nunca visando a medalha. Viso a sustentabilidade da modalidade. Não pode ser uma medalha no Rio e depois acabar. Quero que seja fornecedora constante de medalhas para o Brasil. Temos potencial para isso - concluiu.
Fonte: globoesporte.globo.com

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