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Capitã do mundial de Handebol, Dara vê seleção no caminho certo rumo ao Pan e 2016


Dara olhava fixamente para a taça de campeã do mundo. Em instantes, a preciosidade passaria das mãos do presidente da Federação Internacional de Handebol (IHF), Hassan Moustafa, para as suas. Capitã da seleção brasileira que entrou para a história ao conquistar em dezembro do ano passado o primeiro título mundial do Brasil na modalidade, Dara não esquece a sensação daquele dia. 

Ansiosa para repetir o feito conquistado em Belgrado diante do time da casa e de quase 20 mil pessoas, a pivô acredita que as meninas brasileiras estão no caminho certo para brilharem em 2015, quando defendem os títulos do Pan-Americano, em Toronto, no Canadá, e mais tarde o Mundial, na Dinamarca, pavimentando o caminho para uma boa campanha nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, título que falta para essa geração vencedora.

O primeiro passo na nova caminhada será em outubro, entre os dias 4 e 13, quando a seleção encara a "Golden League", torneio amistoso na Dinamarca com a participação do time da casa, a Noruega, campeã olímpica e multicampeã mundial, e a França, vice-campeã mundial em 2011. A capitã está confiante na participação brasileira, mas frisa que do outro lado estarão as melhores do mundo.

- Acho impossível pedir melhores adversários. Será um torneio de altíssimo nível, handebol dos melhores que existem atualmente. Será um grande torneio. Nem o resultado negativo, nem o positivo podem gerar confiança ou desconfiança. Estamos em um momento e as seleções europeias em outro. Elas jogam um Europeu no final do ano, estão se preparando de maneira diferente, para uma competição de muita importância para elas. Nós vamos com certeza para ganhar, mas iremos pensando sempre na nossa melhora como equipe, nos nossos objetivos e o resultado virá - garante Dara.

Após o fim da temporada europeia, Dara, assim como parte das demais companheiras de seleção e o técnico Morten Soubak, deixaram o Hypo, da Áustria, dando fim a parceria entre a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) e o clube. No Hypo jogavam seis atletas campeãs do mundo, a base do time titular: Dara, Deonise, Babi, Fernanda, Alexandra e Ana Paula. Cada uma seguiu seu caminho na Europa, mas a capitã não acredita que a ausência do convívio e dos treinos diários será prejudicial.

- Acredito que não fará nem bem nem mal. Vamos trabalhar como 99% das outras seleções. Ganhamos muita experiência com esse tempo que estivemos juntas e isso não se perde de um dia a outro. A filosofia do Morten temos na cabeça, e acredito seguiremos em ascensão - frisa.

Dara escolheu a França como sua nova casa. Está atuando em Nantes, no time da cidade, e ainda está se adaptando ao jogo francês. Por outro lado, já está completamente inserida no contexto do país. Gostou da comida, do trato das pessoas com ela e do astral de Nantes.

- Com relação ao jogo, ainda estou em adaptação, mas estou bem. A filosofia e o modo de jogar é diferente, mas estou gostando e isso já ajuda a ser mais rápido. A cidade é super bonita, a parte de arquitetura e paisagens são espetaculares. Ainda não tive tempo para ver tudo, mas agora que começou a Liga e terminou a dura pré-temporada, terei mais tempo para desfrutar da cidade.

Entrando em quadra para o primeiro grande teste após o Mundial do ano passado, Dara não acredita que o respeito das adversárias pelo Brasil será maior. Ela garante que isso já existia, antes mesmo do título, assim como a pressão, que segue a mesma.

- O Brasil, nos últimos anos, antes mesmo do título, já tinha conseguido um respeito no cenário mundial de handebol. Nosso crescimento competição a competição nos foi dando esse respeito. O titulo sem dúvida foi o resultado desse crescimento e hoje somos vistas como um grande time. Além disso, antes a pressão existia por que não éramos campeãs e podíamos ser, agora somos e a pressão é por sermos.

Fonte: globoesporte.globo.com

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