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Felipe França valoriza conquistas, mas "vira chave" de olho nos Jogos do Rio

 Felipe França exibe com orgulho as cinco medalhas de ouro que conquistou no Mundial de piscina curta de Doha. Elas, porém, logo sairão do pescoço do nadador. Quase sem descaso, ele vira a chave e faz a transição rápida para a piscina longa, de 50m, a piscina olímpica. Um passo rumo ao Rio 2016 pode ser dado na próxima semana, quando o campeão mundial disputa o Torneio Open, primeira seletiva para o Mundial de Kazan e para os Jogos Pan-Americanos de Toronto - as duas competições são em julho de 2015.

- Ainda não sei se vou ao Pan. Não depende só da minha vontade, depende da estratégia que vamos montar para ganhar uma medalha nas Olimpíadas. Minha preferência é por Kazan. Creio que vou estar ainda mais preparado na forma física, na forma mental também. Como o Open vai ser na longa, acho que vai ser bem melhor do que na curta (do Mundial de Doha).  Quero já fazer o índice para Kazan - disse o nadador, que precisa superar a marca de 1min00s57 nos 100m peito e ser um dos dois melhores brasileiros na prova para ir ao Mundial.

Felipe é um velocista especialista no estilo peito. Ele já havia sido campeão mundial dos 50m peito tanto na piscina curta (em Dubai 2010) como na longa (em Zangai 2011). Só que a prova não faz parte do programa olímpico, por isso Felipe foca nos 100m peito. Em Doha, o paulista foi campeão nas duas distâncias - também levou o ouro em três revezamentos. Na piscina curta, porém, ele leva vantagem por ser muito bom na Filipina (movimento após a virada), mas na longa há menos viradas. 

- Estou trabalhando bastante resistência de força para que eu possa passar e voltar bem na piscina de 50m. Esse fundamento (da Filipina) também agrega um pouco na piscina longa. O adversário já vê você saindo quase um metro na frente. Isso já abala o psicológico. Creio que o trabalho feito este ano foi bom. Estou com o nono tempo do mundo nos 100m peito.

Em anos anteriores, Felipe França não conseguiu repetir na piscina longa o sucesso conquistado na piscina curta. Nas Olimpíadas de Londres, em 2012, ele se decepcionou ao parar na semifinal dos 100m peito. Desta vez, os excelentes resultados em Doha lhe dão confiança para fazer uma boa transição para a piscina olímpica.

- O Mundial pode ser de piscina curta, mas essas medalhas vão me dar mais ânimo para o treinamento para Kazan, que é o próximo degrau a ser alcançado. As piscinas são diferentes, mas os adversários são os mesmos. Os concorrentes que eu venci agora vão estar no Mundial de Kazan e creio que também nas Olimpíadas. Estar concorrendo ao lado deles já dá para ter uma prévia do que vai ser no futuro.

O Torneio Open será disputado no Rio de Janeiro a partir de terça-feira. Além da competição, o Troféu Maria Lenk de 2015 também será seletiva para o Mundial.

Fonte: globoesporte.globo.com

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