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Obras do Parque Radical do Rio 2016 ficam entre um cemitério e um lago com jacarés


Uma das obras mais complexas dentro do cronograma de montagem para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, o Parque Radical, que contará com as provas do circuito de canoagem, a pista de BMX e Mountain Bike, tem vizinhos  um tanto inusitados.

De um lado, um cemitério em que foram enterrados alguns presos da ditadura, desovados como indigentes. De outro, um lago habitado por uma família de jacarés. Ainda há um centro de treinamento do exército, conhecido como ‘favelinha’.

(Foto: André Durão)

As obras o complexo esportivo tiveram cerca de um ano de atraso. Iniciaram apenas em Agosto deste ano, após um impasse, quando o governo estadual transferiu a responsabilidade das obras para a prefeitura. Está prevista a entrega das obras para o final de 2015.

O circuito de canoagem contará com a correnteza formada por 26 mil m³ de água, em que descerão cerca de 80 canoístas.

As obras ficam ao lado de um cemitério, que na década de 70, foram enterrados 14 presos políticos, tratados como indigentes e colocados em uma vala coletiva com mais de 2000 ossadas. Além do cemitério, outro fato curioso é do lago que fica em volta. Há sempre a aparição de jacarés e capivaras na redondeza das obras.



Fonte: globoesporte.globo.com

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