O Crea-RJ,Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro,
vai fiscalizar a obra do Parque Radical, que receberá o ciclismo BMX e a
canoagem slalom dos Jogos Olímpicos, após receber a informação de que
não há um isolamento em um trecho do local. O GloboEsporte.com esteve em
Deodoro na semana passada e presenciou crianças brincando no córrego
dentro do canteiro de obras, executadas pela empreiteira Queiroz Galvão,
fiscalizada pela RioUrbe - Empresa Municipal de Urbanização – e
coordenada pela Empresa Olímpica Municipal (EOM). Elas se refrescavam no
córrego ao lado de uma bomba de água e brincavam de tobogã em um monte
de areia, sem que fossem incomodadas por operários. Ocasionalmente um
segurança as expulsava.
O ponto em questão, na Zona Oeste do Rio, é a divisão do
canteiro de obras com os fundos do cemitério de Ricardo de Albuquerque,
de pouca movimentação. Não houve registro de acidentes. No entanto, o
vice-presidente do Crea-RJ, Manoel Lupa, disse que não é preciso esperar
que algo mais grave acontecesse para que a área fosse isolada. Ele
afirmou que o órgão que fiscaliza os profissionais envolvidos nas obras
enviará uma comissão de fiscais ao local.
- A
implantação da obra está completamente fora das normas de segurança.
Primeiramente, ao implantar um canteiro de obras, é necessário cercar a
área e colocar vigilância para evitar a entrada de curiosos e
desavisados e colocar placas de sinalização para indicar os locais das
obras. De forma alguma equipamentos podem operar ao lado de pessoas,
incluindo crianças desprotegidas. Os operários têm que circular no
canteiro nas trilhas demarcadas e dotados de equipamentos de segurança
individual. Os responsáveis técnicos pela obra podem ser penalizados
pelo que está ocorrendo. Não vamos esperar alguém morrer - disse Lupa.
A obra ocorre há mais de um mês. A divisão entre o cemitério
e a área do Parque Radical, onde funcionava um campo de treinamento
militar, era feita por uma cerca viva de cerca de dois metros. Mas ela
foi derrubada. Para acessar a obra, bastava qualquer pessoa entrar no
Cemitério de Ricardo de Albuquerque e andar cerca de 100m. Ou pular um
pequeno muro do campo de futebol ao lado, como fizeram as crianças. A
área do Parque Radical é militar e está cedida para a Prefeitura do
Rio.
A RioUrbe informou que tapumes foram
instalados provisoriamente enquanto não se constrói um muro. De acordo
com o órgão, era preciso fazer a terraplanagem e a limpar o entulho da
obra da área. De acordo com a Assessoria dos Jogos Olímpicos (AJO) das
Forças Armadas, a Queiroz Galvão já havia verificado a vulnerabilidade
da área e o engenheiro encarregado pelo projeto já havia se comprometido
a isolar o local.
Foto: André Durão
Fonte: Globoesporte.com

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