A operação de logística dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 terá
números superlativos como pede o tamanho das competições. Serão 30 milhões de
itens transportados – quase 1 milhão de equipamentos esportivos que vão para as
arenas, 30 mil camas e colchões endereçados às Vilas dos Atletas e da Mídia,
passando pelo transporte de medalhas e 8.600 amostras de exames antidoping. Outra ação será a entrega
dos ingressos nas casas dos torcedores. O trabalho será feito pelos Correios,
que assinou contrato nesta sexta-feira com o Comitê Rio 2016.
Grande
parte dos itens sairá de três armazéns. O principal fica em Duque de
Caxias, perto do
Aeroporto Internacional Tom Jobim, e tem 70 mil m². Os outros dois
menores vão
ficar em Deodoro, em uma área da Aeronáutica no Campo dos Afonsos, e
outro na
Barra, que será temporário. O trabalho será feito por 2.250
funcionários, sendo
2.000 temporários e 250 dos Correios. O
vai-e-vem de 200 veículos deverá somar 1,2 milhão de quilômetros
percorridos. A operação terá um custo de R$ 188 milhões. Em termos de
números de itens transportados não se trata da maior operação da
empresa. O
diferencial está na complexidade, como explica o vice-presidente
de logística dos Correios, José Furian Filho:
Não é a maior operação, mas se você olha em termos de
complexidade, sim. Há uma diversidade de itens. Quando eu entrego 150 milhões
de livros, como os Correios fizeram em 150 mil escolas no Brasil, são apenas livros.
O planejamento dos Jogos é muito mais minucioso. Temos que fazer essa operação
em um curto espaço de tempo e no momento devido.
Funcionários dos Correios com experiência dos
Jogos Pan-Americanos de 2007 vão participar da operação. Haverá ações mais específicas
e delicadas, como o transporte de barcos, armas dos atletas, exames antidoping
e medalhas. O presidente dos Correios, Wagner
Pinheiro de Oliveira, lembrou de um exemplo ocorrido nos Jogos de
Pequim 2008, quando a vara da saltadora Fabiana Murer não foi entregue, o
desempenho da brasileira foi comprometido.
- Não podemos fazer aquilo. São questões delicadas. Uma hora você está levando
uma canoa, que tem um jeito especial de transportar. Outra hora está levando um
monte de bolas de futebol.
Diretor Comercial do Rio
2016, Renato Ciuchini explicou que um dos motivos do atraso do
lançamento da loja virtual dos Jogos, que venderá produtos licenciados,
aconteceu justamente para que fosse acertado um novo acordo com os
Correios, que será
responsável pela entrega dos produtos. A loja virtual está prevista para
ser aberta no primeiro trimestre deste ano e as duas primeiras lojas
físicas, uma em um shopping e a outra em um aeroporto do Rio de Janeiro,
serão inauguradas até o fim do semestre.
Foto: Alex Ferro/Rio 2016
Fonte: Globoesporte.com

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