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Federações nacionais debatem naturalizações em massa no handebol


O vice-campeonato do Catar no Mundial de Handebol Masculino no mês passado segue dando o que falar nos bastidores do esporte. Na última terça-feira (10) foi a vez do presidente da Confederação Dinamarquesa de Handebol, Per Bertelsen, afirmar que presidentes de doze federações nacionais se reuniram para estabelecer uma proposta que visa frear as naturalizações em massa no esporte.

A seleção catari aproveitou o direito de sediar o Mundial de 2015 e naturalizou nove jogadores para montar a seleção do Catar que disputaria a competição. A maior parte desses jogadores nunca tinham morado ou jogado no país antes da naturalização, incluindo o goleiro Danijel Saric (foto), destaque da seleção no campeonato.

Diante da situação, Per Bertelsen revelou a uma emissora dinamarquesa de televisão que dirigentes das doze melhores seleções do mundo se reuniram ainda no Catar para estabelecerem uma proposta sobre naturalizações na presença de três advogados.

"A possibilidade de comprar uma seleção nacional é contrária ao que pensam a maioria das nações", comentou Bertelsen. "O que nós assistimos no Catar foi algo fora de ordem, mas o fato é que não havia regras sobre isso".

O dinamarquês se mostrou otimista de que as mudanças em relação a uma regulamentação de naturalizações podem ocorrer no congresso da Federação Internacional de Handebol de 2017, e a tempo de serem aplicadas para o Mundial de 2019, que possui como sede justamente a Dinamarca.

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