O processo de licitação para a reforma da pista de atletismo do Engenhão
ganhou um novo capítulo. A RioUrbe (Empresa
Municipal de Urbanização do Rio) informou às duas empresas concorrentes -
Sanerio Engenharia e Construtora Augusto Velloso - que as suas
propostas não foram aceitas. Com isso, as duas empreiteiras ganharam um prazo para apresentar a documentação necessária para a
aprovação. Caso nenhuma das duas seja selecionada, o mais provável é que
a prefeitura contrate uma empresa para tocar as obras sem licitação . A
previsão é que a reforma da pista do Engenhão dure um ano. O valor
estimado é de R$ 52 milhões.
Com a não aprovação das propostas da Sanerio Engenharia e da
Construtora Augusto Velloso, a as obras devem começar no fim de março e
não mais em fevereiro. Segundo a assessoria de imprensa do estádio, não
há risco de que a pista não fique pronta para o evento-teste do
atletismo das Olimpíadas do Rio, marcado para maio do próximo ano. As
obras ocorrerão mesmo com o estádio recebendo partidas de futebol.
A
nova pista deverá ter a cor marrom (tradicional em competições
olímpicas e paralímpicas) e medidas um pouco maiores que a atual. Além
da substituição da estrutura do atletismo, o vencedor da licitação
deverá instalar arquibancadas temporárias nas partes superiores dos
setores sul e norte, bem como trocar o sistema elétrico de estádio, hoje
considerado inapropriado para competições de grande porte. Outros
benefícios previstos no contrato são a reforma de banheiros e bebedouros
e a instalação de um moderno painel eletrônico no lugar dos placares.
Inaugurado
em 2007 sob o custo de R$ 380 milhões, o Engenhão ficou fechado por 20
meses por determinação do prefeito do Rio, Eduardo Paes, após uma
inspeção técnica constatar deslocamentos além do normal na cobertura dos
setores leste e oeste. Desde a sua inauguração, o estádio recebeu
poucas competições de atletismo, como o Troféu Brasil de Atletismo, em
2009, e o GP Brasil, em 2011.
Foto: André Durão
Fonte: Globoesporte.com

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