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Yane Marques: "Na Olimpíada, o dia de competição vai ser de vida ou morte"


Yane Marques é a cara do pentatlo no Brasil e por causa disso foi agraciada com um importante patrocínio de uma empresa multinacional visando os jogos de 2016. A pernambucana, medalha de bronze no Jogos olímpicos de 2012, sabe que carrega essa responsabilidade, mas na conversa com o surto olímpico na coletiva que a multinacional Cisco deu para anunciar seus patrocinados, ela fez questão de dividir os méritos de sua representatividade no esporte: "Me sinto responsável por ser porta voz do esporte, mas tem muito mais gente envolvida no desenvolvimento do pentatlo no Brasil." Afirmou Yane, espera que os seus feitos possam inspirar crianças e jovens para disputar o pentatlo "Temos condição de termos ótimos pentatletas no Brasil, eles só precisam ter oportunidades"

O Pentatlo vive outro momento, muito melhor do que antes de Londres, em matéria de conhecimento e investimento, segundo Yane: Sei que isso se deve a minha medalha, algo que nunca esquecerei, mas passou, já estou buscando novas medalhas. Mas o que fica de legado disso é que o Pentatlo ficou mais conhecido no Brasil, e que eles sabem que atletas de esportes menos conhecidos estão suando a camisa pra representar nosso país. E creio que daqui pra frente, a aceitação das pessoas para outros esportes além do futebol será maior." declara com otimismo

Outro ponto comentado foi a pressão extra que uma olimpíada em casa pode trazer, algo que ela ignora: "Ninguém fica mais feliz com uma medalha e ninguém fica triste como nós atletas quando não conseguimos fazer o que a gente quer em uma competição importante. Não tem pressão maior do que a nossa pressão. Prefiro entender que essa pressão externa que terá em 2016 seja apenas o que as pessoas esperam o que a gente é capaz de  fazer, prefiro pensar dessa forma"

Expectativas para 2016, Yane não prefere fazer planos, pois ela sabe que o dia da disputa do Pentatlo será um dia difícil: "A gente se prepara para um evento de grande porte desde que a gente começa a treinar no esporte. Então o dia da competição olímpica é um dia de vida ou morte. E no Pentatlo tem certas nuances, a do cavalo, por exemplo, pode ser que esse dia seja um dia que as coisas não estejam caminhando bem, tem que dar a volta por cima em pouco tempo e saber que aquele dia é o dia que você tem que fazer tudo  que você treinou, não adianta querer que no dia aconteça um milagre."

Mesmo sabendo da dificuldade, Yane espera que em uma prova do Pentatlo, que é a sua preferida, ela leve vantagem: "A prova que mais gosto é o hipismo e tenho uma facilidade em me adaptar rapidamente ao cavalo sorteado. E essa é melhor parte da prova para mim. " E a expectativa é que no final da competição do  Pentatlo em 2016, Seja a melhor parte para Yane e a torcida brasileira.

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