O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, apresentou no último dia 29 a
representantes de municípios da região metropolitana a logística criada
para a capital durante os Jogos Olímpicos de 2016. No encontro, Paes
pediu a adesão dos municípios para a criação de dois feriados, já
previstos na capital, durante o evento (15 e 18 de agosto), a concessão
de férias a servidores e mudanças no calendário escolar do ano que vem,
com férias ampliadas de 1º a 28 de agosto.
“A maior parte dos
equipamentos olímpicos está perto de cidades da Baixada Fluminense.
Queremos que essas cidades participem do esforço de logística, mas
também queremos envolver mais essas cidades metropolitanas na festa
olímpica. Estamos discutindo a possibilidade de haver centros de
treinamento em algumas dessas cidades, para as quais queremos estender
um programa.”
Segundo Paes, todas as prefeituras representadas no
encontro demonstraram “simpatia” pela proposta e esse apoio é
fundamental para o sucesso do evento. Ele destacou, sobretudo, os
municípios da Baixada, de São Gonçalo e de Niterói, que já anunciou a
colaboração.
A Secretaria Municipal de Transporte prevê redução
média de 19% no movimento de carros nas ruas, pela manhã, somente com a
ampliação das férias. Os Jogos Olímpicos vão de 5 a 21 de agosto. A
cidade espera receber 27 mil jornalistas, 10,9 mil atletas e 143 mil
trabalhadores. Os Jogos Paralímpicos ocorrerão entre 7 e 18 de setembro e
devem contar com 10 mil jornalistas, 4,3 mil atletas e 82 mil
trabalhadores.
Paes solicitou à Câmara de Vereadores autorização
para decretar rodízio de automóveis na cidade e mais feriados durante as
Olimpíadas, como medida emergencial. A prefeitura também está
negociando com empresas para que durante as competições tomem medidas
para diminuir o deslocamento de veículos, como trabalho em casa, rodízio
de funcionários, férias coletivas e uso de bicicletas.
Em
conversa com jornalistas, depois da reunião, o prefeito considerou
exageradas as críticas sobre a poluição da Baía de Guanabara e criticou a
defesa da mudança das competições de vela para outro local. “Nas raias,
existe balneabilidade, há muito que ser feito, mas nas raias não
teremos problema. Não é o ideal para as cidades, mas, para as
Olimpíadas, já fizemos um evento-teste de vela no ano passado e não
houve problema nenhum. Temos que cobrar melhoras na baía, não para as
Olimpíadas, mas, como cariocas e fluminenses, por ser importante para
todos nós.”
Devido às preocupações com a balneabilidade da baía para os jogos, a Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados anunciou uma audiência pública
para abordar o tema. Em janeiro, o secretário estadual do Ambiente,
André Corrêa, descartou a possibilidade de atingir a meta de redução de 80% no lançamento de esgoto na Baía de Guanabara até os Jogos.
O
presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e
do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, afirmou no fim de
março que a Baía de Guanabara seria entregue com as águas tratadas até os Jogos.
Foto: Agência Brasil
Com informações de: Agência Brasil
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