Antes
de o mundial começar, previa-se uma chave equilibradíssima. Forças consolidadas
no futebol feminino como Suécia e Estados Unidos e países emergentes como
Nigéria (na categoria profissional) e Austrália fariam seis jogos parelhos,
decididos somente nos detalhes. E foi justamente isso que aconteceu, visto que
na última rodada as quatro seleções dependiam apenas das próprias forças para
garantir a vaga, senão direta, através do posto de uma das mais bem
classificadas em terceiro lugar. No confronto que envolvia segunda e terceira
colocadas, Austrália e Suécia fizeram uma partida combativa, mas pouco técnica.
Começou bem, já que logo aos cinco minutos a Austrália abriu o placar após um
lançamento do campo de defesa encontrar a atacante Lisa de Vanna. Ela venceu a
defesa sueca na velocidade e bateu à direita da goleira Lindahl, que ficara imóvel no meio
do gol. O gol obrigava as suecas a saírem ainda mais para o jogo, visto que o
resultado praticamente as deixava de fora até mesmo da briga pelo terceiro
lugar.
Adiantando
a marcação, as comandadas de Pia Sundhage empataram dez minutos mais tarde.
Jakobsson chutou de fora da área e venceu a goleira australiana Lydia Williams, de boa atuação na partida. Com o novo
empate, os Estados Unidos garantiam a liderança do grupo mesmo com o empate
momentâneo de 0x0 contra a Nigéria. Porém, o time de Jill Ellis seguia
pressionando em busca da vitória. Em lance discutível, um gol marcado pela
zagueira Julie Johnston (disparada a melhor em campo) foi anulado por
impedimento. Mesmo inferior tecnicamente, a Nigéria também mostrava força
quando atacava. A mesma zagueira
Johnston salvou as americanas de levarem o gol após rápido ataque das
africanas. Pouco tempo depois, a goleira Hope Solo precisou intervir para
evitar a abertura do placar. E se a guarda-metas americana trabalhava de um
lado, a nigeriana Precious Dede trabalhava de outro. Ela saiu bem nos pés de
Alex Morgan e evitou o gol da atacante americana. Antes, a goleira já havia
salvo um perigoso chute de fora de área de Rapinoe, mais uma vez destaque no
meio campo dos Estados Unidos.
Mas
Dede nada pode fazer quando, nos acréscimos, Abby Wambach completou cobrança de
escanteio de Rapinoe e abriu o placar para as americanas. O gol não só tirava o
time do Jill Ellis do desafogo como garantia a liderança isolada da chave e
fazia com que a seleção pudesse poupar algumas atletas mais cansadas no segundo
tempo, já visando o mata-mata. Com o intervalo do jogo em Vancouver e a vitória
americana, era de se esperar que a Austrália se fechasse para o segundo tempo
buscando garantir somente a classificação, nem que fosse como segunda colocada.
Porém, não foi esse o rumo da história. Com mais 45 minutos impecáveis do bom
meio campo formado por Elise Kellond-Knight, Emily van Egmond e Katrina Gorry,
as australianas controlaram o jogo. Contando também com outra exibição de gala
da atacante Sam Kerry e da lateral Caitlin Foord, controlaram a partida durante
a maior parte do tempo e tiveram as chances mais claras para a marcação do
segundo gol.
Enquanto
isso, no jogo em Vancouver, as americanas seguiam melhores na partida. Sem o controle
absoluto e sem o futebol que se esperava, é verdade, mas correndo menos riscos
do que no primeiro tempo. Alex Morgan perdeu boa oportunidade, chutando em cima
da goleira Dede. A expulsão de uma defensora nigeriana já na parte final do
segundo tempo ajudou ainda mais os Estados Unidos a conseguirem mais uma
vitória no outrora temido grupo da morte. E se uma seleção favorita conseguia a
vaga, outra penava. Com péssima atuação de boa parte do setor ofensivo, a
Suécia ficou órfã do bom rendimento de Jakobsson. Porém, a agora atacante se
via solitária na maior parte dos lances, já que Schelin e Dahlkvist
praticamente não apareceram durante a partida. Nem mesmo Asllani, que não
aparentava estar 100% mas entrou durante o segundo tempo, conseguiu mudar o
panorama. A inspiração ofensiva foi zero, e o país dependia apenas da bola
parada para levar algum perigo, já que a marcação australiana se mostrava
invencível. Nem a partida apagada de Kyah Simon comprometeu o ótimo conjunto
australiano, classificado para as oitavas-de-final. A próxima parada é o
Brasil. Já os Estados Unidos aguardam a definição de uma seleção melhor
terceira colocada para iniciar mais uma jornada em fases de mata-mata em
mundiais de futebol feminino.
Nigéria: Precious
Dede; Sarah Nnodim, Onome Ebi, Josephine Chukwunonye, Ngozi Ebere; Esther Sunday
(Halimat Ayinde), Courtney Dike (Desire Oparanozie), Evelyn Nwabuoku, Ngozi Okobi;
Francisca Ordega (Cecilia Nku) e Asisat Oshoala.
Técnico:
Edwin Okon.
Estados Unidos:
Hope Solo; Ali Krieger, Becky Sauerbrunn, Julie Johnston, Meghan Klingenberg; Megan
Rapinoe (Shannon Boxx), Carli Lloyd, Lauren Holiday, Tobin Heath (Christie
Rampone); Abby Wambach e Alex Morgan (Sydney Leroux).
Técnica:
Jill Ellis.
Gol: Abby
Wambach, aos 45 minutos do primeiro tempo.
Árbitra: Kateryna
Monzul, da Ucrânia.
Austrália: Lydia
Williams; Caitlin Foord, Alanna Kennedy, Laura Alleway, Steph Catley; Elise Kellond-Knight,
Emily van Egmond, Katrina Gorry (Tameka Butt); Samantha Kerr, Kyah Simon
(Heyman) e Lisa De Vanna (Larissa Crummer).
Técnico: Alen Stajcic.
Suécia: Hedvig Lindahl; Elin Rubensson (Sara Thunebro),
Nilla Fischer, Amanda Ilestedt, Jessica Samuelsson; Lisa Dahlkvist, Caroline
Seger, Therese Sjögran, Lina Nilsson (Kosovare Asllani); Lotta Schelin e Sofia
Jakobsson.
Técnica:
Pia Sundhage.
Gols:
Lisa De Vanna (Austrália) aos 5 min e Sofia Jakobsson (Suécia), aos 15 minutos
do primeiro tempo.
Árbitra: Lucila
Venegas, do México.


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