Nos
jogos de abertura do chamado Grupo da Morte, o equilíbrio foi a chave. Suécia e
Nigéria fizeram um jogo eletrizante, decidido somente nos últimos minutos do
segundo tempo. As favoritas europeias encontraram dificuldades na partida mesmo
após abrir uma vantagem de dois gols de diferença contra as atuais campeãs
africanas. Na outra partida do dia Grupo D, uma vitória sofrida e
importantíssima para as favoritas americanas. Mesmo não demonstrando um futebol
brilhante e envolvente, o time comandado por Jill Ellis bateu a boa seleção da
Austrália pelo placar de 3x1.
Suécia e Nigéria empatam em jogo
agitado
Considerada uma das favoritas ao título, a Suécia encerrou a primeira rodada do grupo
com um empate empolgante obtido contra a Nigéria. Empolgante para o público que
esteve em Winnipeg e também para todos que acompanharam o jogo pela televisão,
pois a vitória esteve na mão até os 41 minutos do segundo tempo. Com um futebol
rápido e ousado, quem deu as caras no começo da partida foi a Nigéria, que não
contou com a presença da experiente Perpetua Nkwocha e optou por um time mais
veloz pelas pontas. Asisat Oshoala, destaque no futebol inglês, e Desire Oparanozie
infernizaram o lado esquerdo de defesa das europeias durante boa parte do
primeiro tempo. Porém, a mesma Oparanozie que tão bem rendeu no ataque acabou
comprometendo na defesa.
A
atacante marcou um gol contra em cobrança de escanteio aos 21 minutos. Dez se
passaram até o segundo gol, marcado por Nilla Fischer também fruto de uma jogada de
bola parada. A vantagem perdurou até o final da primeira etapa. No segundo
tempo, a reação da Nigéria foi imediata. Ngozi Okobi e Oshoala, aos cinco e
oito minutos respectivamente, trataram de recolocar as africanas na partida e,
de certa forma, colocar justiça no placar. Sembrant tratou de esfriar o
entusiasmo da seleção de Edwin Okon aos 15 minutos, recolocando a Suécia em
vantagem depois de linda tabela pelo lado esquerdo de ataque. A vitória parecia
certa, mas aos 41 minutos Francisca Ordega recebeu bom passe e partiu em
velocidade no meio da zaga sueca. Já na área, a atacante teve frieza e superou
Hedvig Lindahl em um chute no meio do gol. Um ponto salvador e muito celebrado por todos no banco nigeriano.
Suécia: Hedvig
Lindahl; Elin Rubensson, Emma Berglund (Amanda Ilestedt), Nilla Fischer, Lina
Nilsson; Kosovare Asllani (Olivia Schough), Caroline Seger, Therese Sjögran, Lisa
Dahlkvist (Linda Sembrant); Lotta Schelin e Sofia Jakobsson.
Técnica:
Pia Sundhage.
Nigéria:
Precious Dede; Osinachi Ohale, Onome Ebi, Josephine Chukwunonye, Ngozi Ebere; Halimatu
Ayinde, Ngozi Okobi, Evelyn Nwabuoku; Francisca Ordega, Asisat Oshoala, Desire
Oparanozie.
Técnico: Edwin
Okon.
Gols:
Desire Oparanozie (GC) aos 21min, Nilla Fischer aos 31 minutos do primeiro
tempo e Linda Sembrant aos 15 minutos do segundo tempo (Suécia); Ngozi Okobi
aos 5min, Asisat Oshoala, aos 8min e Francisca Ordega aos 42 minutos do segundo
tempo (Nigéria).
Estados Unidos superam Austrália e lideram a chave
Como
se esperava, a seleção americana precisou suar bastante para conseguir seus
primeiros pontos no mundial. Diante de um bem ajustado conjunto australiano, o
time comandado por Jill Ellis contou com o talento de Megan Rapinoe, que mais
uma vez se mostrou decisiva. E, principalmente, quando os Estados Unidos mais
precisaram. Quando a goleira Hope Solo já havia feito duas boas defesas, a
camisa 15 resolveu aparecer. Em um forte chute de fora da área que desviou em uma adversária, Rapinoe venceu
Barbieri, goleira australiana. O gol não intimidou o país da Oceania, que
seguiu criando boas jogadas ofensivas sempre com velocidade pelos lados do
campo e contando com uma boa partida de Van Egmond. De tanto insistir, o empate
veio. Após boa troca de passes, Lisa De Vanna concluiu forte de pé esquerdo, já
dentro da área, e venceu a goleira americana.
A
boa atuação da Austrália contrastava com a já marcante sonolência americana em
alguns momentos da partida. Desorganizada em seu setor defensivo e deixando
muito espaço entre as linhas de defesa e meio campo, as americanas sofreram
também no início do segundo tempo. Porém, o gol marcado por Christen Press em um
bonito chute aos 16 minutos deu mais tranquilidade. As entradas de Morgan Brian
e Tobin Heath deram mais solidez e qualidade ao meio campo americano, que
conseguiu prender mais a bola em seu campo ofensivo. Aos 33 minutos, Rapinoe
apareceu novamente para confirmar a vitória. A meio campo acertou um petardo rasteiro com o pé esquerdo e superou Melissa Barbieri pela segunda vez na partida. O gol
acabou com qualquer chance de empate do valente time australiano e confirmou a
primeira vitória dos Estados Unidos no Grupo da Morte.
Estados
Unidos: Hope Solo, Ali
Krieger, Becky Sauerbrunn, Julie Johnston, Meghan Klingenberg; Christen Press
(Tobin Heath), Carli Lloyd, Lauren Holiday, Megan Rapinoe (Morgan Brian);
Sydney Leroux (Alex Morgan) e Abby Wambach.
Técnica: Jill Ellis.
Austrália: Melissa Barbieri; Servet Uzunlar, Steph Catley, Laura
Alleway (Ashleigh Sykes), Caitlin Foord; Elise Kellond-Knight, Katrina Gorry (Alanna
Kennedy), Emily Van Egmond, Michelle Heyman (Kyah Simon); Samantha Kerr e Lisa
de Vanna.
Técnico:
Alen Stajcic.
Gols:
Megan Rapinoe aos 12 minutos do primeiro tempo e aos 33 minutos do Segundo tempo
e Christen Press, aos 16 minutos do segundo tempo (Estados Unidos); Lisa de
Vanna, aos 27 minutos do primeiro tempo (Austrália).
Próxima rodada do Grupo D:
12
de Junho: Austrália x Nigéria (18h) e Estados Unidos x Suécia (21h).


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