Americanas e suecas decepcionam público
em jogo de poucas emoções
No
chamado Grupo da Morte, como ficou classificado a chave após o sorteio feito,
um jogo em especial era tratado como uma final antecipada. O poderio técnico e
a força dos elencos de Estados Unidos e Suécia fizeram com que o jogo entre
essas duas seleções fosse o mais esperado da primeira fase. Porém, os times não
justificaram o status que possuem dentro do campeonato. Em uma partida de
poucas emoções, nem americanas nem suecas foram competentes o suficiente para
sair em vantagem. A seleção europeia não contou com o talento de Kosovare
Asllani, que saiu lesionada na partida de estreia contra a Nigéria e foi
preservada. Já os Estados Unidos seguiam sem Alex Morgan desde o começo, mas tiveram uma novidade:
no lugar de Wambach, a meio campo Morgan Brian foi a escolhida, passando assim
Christen Press para a linha mais de frente. A mudança não surtiu efeito no
primeiro tempo brigado e sem grandes emoções. O ponto mais discutido foi um
suposto toque no braço de Leroux, mas a árbitra japonesa nada marcou a favor da
Suécia.
A
segunda parte do jogo não melhorou tanto, mas as equipes buscaram mais o gol.
Pelo lado americano, os destaques principais foram Ali Krieger e Julie
Johnston, ambas com boa participação no setor de defesa – a lateral aparecendo
bem no ataque também. Ataque esse que foi prejudicado pela boa marcação
adversária em Rapinoe e com as poucas participações de Sydney Leroux. Pelo lado
sueco, o meio campo pouco apareceu. Caroline Seger e Sjögran não conseguiam ter
bom rendimento com a posse de bola e apareceram mais na marcação; Sofia
Jakobsson não teve bom rendimento no meio tampouco ajudou a isolada Schelin na
frente. Com os dois times precavidos e buscando primeiro não sofrer gol para só
depois atacar, as chances foram escassas. Lindahl (eleita a craque do jogo)
evitou o gol dos Estados Unidos no chute de Lloyd e no cabeceio de Wambach. Na melhor chance
das suecas, já no final da partida, a lateral-esquerda americana Meghan
Klingenberg salvou um chute de Seger em cima da linha do gol. Depois, a bola ainda tocou no travessão e foi para fora. O placar final de 0x0 foi pouco para duas seleções que possuem
elencos tão fortes e jogadoras com capacidade individual acima da média.
Estados Unidos: Hope
Solo; Ali Krieger, Becky Sauerbrunn, Julie Johnston, Meghan Klingenberg; Carli
Lloyd, Lauren Holiday, Morgan Brian (Amy Rodriguez), Megan Rapinoe; Sydney
Leroux (Alex Morgan) e Christen Press (Abby Wambach).
Técnica:
Jill Ellis.
Suécia: Hedvig
Lindahl; Elin Rubensson, Nilla Fischer, Amanda Ilestedt, Jessica Samuelsson; Lisa
Dahlkvist, Caroline Seger, Therese Sjögran (Emilia Appelqvist), Lina Nilsson (Linda
Sembrant); Sofia Jakobsson e Lotta Schelin.
Técnica: Pia
Sundhage.
Árbitra: Sachiko
Yamagishi, do Japão.
Sólida Austrália vence Nigéria
Na
partida que abriu o dia seis de jogos do mundial, a Austrália deu um importante
passo para chegar novamente à segunda fase da Copa do Mundo Feminina. Jogando
contra o técnico e ofensivamente forte time da Nigéria, a seleção da Oceania
não só fez uma partida sólida na defesa como ainda poderia ter vencido por uma
diferença maior de gols. O meio campo que já havia se portado bem na estreia
contra os Estados Unidos foi mantido, com o poder de marcação de Kellond-Knight
e as boas saídas de Gorry e Van Egmond pelo centro aparecendo com destaque mais
uma vez. Com um bom toque de bola e velocidade pelas laterais, aos poucos o
estilo de jogo australiano foi conseguindo espaço na desorganizada defesa
nigeriana. Samantha Kerr e Caitlin Foord encontraram muito espaço pelo lado
direito de ataque e construíram boas jogadas por aquele lado. Mas foi em um
lance individual de Lisa de Vanna que a seleção conseguiu o primeiro gol. A
experiente atacante tirou a defesa africana da jogada e deu um belo passe para
Kyah Simon, que só tocou por cima da goleira Precious Dede.
A
Nigéria tentou ameaçar em alguns lances de velocidade no final do primeiro
tempo e começo do segundo, mas Ordega e Oparanozie esbarravam no bom trabalho
defensivo adversário, enquanto Oshoala e Okobi tentavam conseguir espaço pelos
lados do campo também em vão. Já na segunda parte do jogo a Austrália matou
qualquer chance de reação das africanas. Samantha Kerr fez bom cruzamento pelo
lado esquerdo e novamente Kyah Simon apareceu para ampliar o placar. A atacante
australiana superou a tentativa de linha de impedimento feita pela defesa
nigeriana e apareceu sozinha na frente da goleira adversária, não tendo
dificuldades para fazer o 2x0. Depois disso, De Vanna desperdiçou outra boa chance
em um contra-ataque e a Nigéria passou a buscar mais o jogo, mas nada resultou
em novas chances claras. Nem mesmo a entrada da veterana Perpetua Nkwocha pelo
lado africano impediu a primeira derrota de sua seleção no torneio. Agora, a
Nigéria precisa vencer os Estados Unidos na rodada derradeira se ainda quiser
uma das vagas diretas às oitavas-de-final.
Austrália: Lydia Williams;
Caitlin Foord, Laura Alleway, Alanna Kennedy, Steph Catley; Elise Kellond-Knight,
Katrina Gorry (Tameka Butt), Emily Van Egmond; Samantha Kerr, Kyah Simon (Michelle
Heyman) e Lisa de Vanna.
Técnico: Alen Stajcic.
Nigéria: Precious Dede; Osinachi Ohale (Ugo Njoku), Josephine
Chukwunonye, Onome Ebi, Ngozi Ebere; Asisat Oshoala (Courtney Dike), Halimat Ayinde,
Evelyn Nwabuoku, Ngozi Okobi; Francisca Ordega e Desire Oparanozie (Perpetua Nkwocha).
Técnico:
Edwin Okon.
Gols:
Kyah Simon, aos 29 minutos do primeiro e aos 23 do segundo tempo.
Árbitra: Stephanie
Frappart, da França.
Próxima rodada do Grupo D:
16
de Junho- Estados Unidos x Nigéria (21h), Suécia x Austrália (21h).


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