Ela entrou para as
disputas do tênis em cadeira de rodas nos Jogos Parapan-Americanos como a
quarta favorita, mas vai voltar de Toronto para Brasília com duas
medalhas de ouro na bagagem. Emoção comparável somente à de ser
anunciada como porta-bandeira da delegação nacional na cerimônia de
encerramento do evento nO sábado (15.08). Natália Mayara teve dois
dias intensos, cansativos, mas recompensadores.
Na quinta-feira (13.08), venceu a final de duplas ao lado de Rejane
Silva, por 2 a 1 sobre as colombianas Johana Martinez e Angelica Bernal.
Na sexta-feira (14.08), ganhou a final individual da norte-americana
Kaitlyn Verfuerth, cabeça de chave número um do torneio, por 2 a 0, com
parciais de 7/6 e 6/2. E enquanto comemorava, recebeu a notícia: “A
gente queria aproveitar para dizer que você é a nossa porta-bandeira na
cerimônia de encerramento”, comunicou Edilson Alves, chefe de missão do
Brasil e coordenador técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
Motivo para Natália se emocionar novamente. “Nunca imaginei. Juro que
pensei no começo, quando a Terezinha Guilhermina (corredora) tinha sido
escolhida para ser a porta-bandeira da abertura: ‘Poxa, um dia eu vou
conseguir, vou ser importante para isso’. E eu consegui”. Recompensa
pelo esforço feito entre a última edição do Parapan, em Guadalajara, até
a decisão no Canadá: “Há quatro anos saí chorando de tristeza, porque
perdi para a norte-americana nas quartas de final. Trabalhei duro e hoje
volto com dois ouros”, disse.
Foto: CPB

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