Quase dois meses após cruzar a linha de chegada dos Jogos
Pan-Americanos, realizados em Toronto, em segundo lugar, a brasileira Adriana
Aparecida da Silva herdou a medalha de ouro da maratona. A Organização
Desportiva Pan-americana (ODEPA) enviou nesta quarta-feira comunicado ao
Comitê Olímpico do Peru informando que Gladys Tejeda, vencedora da
prova no Canadá, foi pega no exame antidoping realizado durante os Jogos
pelo uso da substância diurética furosemida.
No dia 18 de julho passado, Gladys Tejeda venceu a maratona com
direito a novo recorde pan-americano (2h33min03s). Com o flagra no exame
antidoping da peruana, Adriana Aparecida da Silva, campeã em
Guadalajara 2011, além de levar o ouro de Toronto 2015, herda a melhor
marca continental (2h35min40s), também estabelecida no Canadá.
Terceira colocada na prova, a americana Lindsay Flanagan fica com a
prata, e a canadense Rachel Hannah, com o bronze. A brasileira Marily
dos Santos sobe da quinta para a quarta colocação.
Com a mudança, o número de ouros do Brasil em Toronto 2015 sobe de 41
para 42, enquanto os de prata cai de 40 para 39. O total de medalhas
segue o mesmo: 141.
Além de Gladys Tejeda, o relatório da ODEPA incluiu outros cinco
casos de doping durante os Jogos Pan-americanos Toronto 2015: a ciclista
colombiana María Luisa Calle Williams, a jogadora de vôlei
porto-riquenha Sheila Ocasio Clemente, o jogador de futebol do Panamá
Richard Peralta Robledo, a atleta equatoriana María Pastuña e o
paratleta chileno Cristopher Guajardo.
Foto: COB

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