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Iziane: "Se pudesse voltar para trás no tempo com a visão de hoje, seria maravilhoso"


A etiqueta "paz e amor" nunca casou bem com o figurino de Iziane Castro Marques. O "temperamento forte", como ela define, foi duplamente marcante ao longo da carreira da ala da Seleção Brasileira. Quando revertido em vontade a mais dentro de quadra, simbolizou oportunidades superlativas, como defender seis equipes da WNBA (liga feminina dos Estados Unidos) e atuar em clubes de Espanha, França, Polônia, República Tcheca, Turquia, Letônia e Rússia. Quando transformado em rebeldia extra-quadra, tirou dela duas Olimpíadas pela Seleção Brasileira, a de Pequim-2008 e a de Londres-2012.

Cestinha em duas das três partidas da Seleção no evento-teste do basquete realizado no último fim de semana, na inauguração da Arena Carioca 1, Iziane não deseja o gosto amargo de olhar a distância um megaevento, principalmente em casa, para ninguém. "Com certeza, pesa muito. Sinto falta de não ter participado tendo todas as condições de estar no grupo. E desta vez é em casa. Poucos têm essa oportunidade. Você vai deixar passar? Eu não deixaria", disse.

A seleção jogou o evento-teste desfalcada. Em função de um desentendimento entre a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) e alguns clubes da Liga de Baquete Feminina (LBF), sete atletas optaram por não se apresentar. "As meninas querem estar aqui, mas tem algo que as impede. Elas precisam saber o que é melhor na vida delas, aí podem viver tranquilamente com as consequências disso".

Aos 33 anos e defendendo a equipe do Sampaio Basquete no circuito nacional, a atleta se enxerga numa versão lapidada pelos acertos e equívocos cometidos. "Se pudesse olhar para trás com a visão de hoje, seria maravilhoso e provavelmente diferente, mas a gente aprende com a vivência. Não dá para pular etapas, não dá para aprender de uma vez e não cometer os erros".

Para ela, a prioridade em 2016 é consolidar a vaga na Seleção Brasileira e brigar por uma medalha. "Torço para estar entre as 12. Seria um fechamento super bom para minha carreira na seleção. Estou disposta a dar o melhor, dentro das coordenadas e das regras. Espero que as coisas fluam em prol disso e que a gente consiga um resultado positivo", disse.

Foto: Brasil 2016

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