Depois de seis anos de reuniões de planejamento e monitoramento da
preparação do Brasil para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016,
começou na terça-feira (12.04), no Rio de Janeiro, a décima e última
reunião da Comissão de Coordenação do Comitê Olímpico Internacional (Cocom) para os Jogos Olímpicos Rio 2016.
Durante o encontro, as autoridades debateram, principalmente, a
compatibilização dos diferentes cronogramas, como de obras, de energia
elétrica, de segurança e transporte. Nesta fase de preparação, o comitê
organizador começa a trabalhar os detalhes das operações, como explicou o
ministro do Esporte, Ricardo Leyser.
"É um momento de muito trabalho. A infraestrutura, espinha dorsal dos
Jogos, está pronta, mas é preciso operar o evento. Isso não é um
desafio menor. A operação também é tão desafiadora quanto a construção
da estrutura. A operação vai dizer se os Jogos irão ser perfeitos",
explicou Leyser durante intervalo da reunião.
No encontro, que segue até quarta-feira (13.04), os gestores
acertarão o planejamento, rever os ajustes identificados nos
eventos-teste, alinhar as especificações técnicas e analisar pequenas
situações de logística.
"Como a presidente (da Comissão de Coordenação) Nawal El
Moutawakel falou: 'são milhares de pequenas questões que precisam ser
resolvidas, ajustadas no cronograma'. O que se sobressai é essa
necessidade de acertar os detalhes. Pode ser na energia, segurança ou
transporte", completou Leyser.
No primeiro dia de reunião foi debatida a operação de transporte,
atualização das instalações esportivas e segurança, tanto no Rio de
Janeiro quanto nas cidades-sede do futebol. A experiência digital dos
Jogos Olímpicos, a gestão dos Parques Olímpicos (da Barra e de Deodoro),
eventos-teste, sustentabilidade, além das operações de mídia,
engajamento e comunicação também entraram na pauta. No último dia de
reunião, será debatida a operação dos Jogos Paralímpicos e a experiência
do público, entre outros assuntos.
Problemas com Velódromo e Engenhão
Durante a reunião, foram discutidos os problemas com a finalização do Velódromo e com a repaginação do Engenhão.
O Velódromo é a
obra mais atrasada das Olimpíadas, com 83% de conclusão. O evento-teste do
ciclismo de pista foi cancelado por causa do atraso de 12 dias para o início da montagem da pista, já que as lâminas de
pinho siberiano, importadas da Rússia, demoraram a chegar ao Parque Olímpico devido
a problemas de logística. A estrutura só começou a ser erguida no dia 22 de
março e deve ser entregue apenas em 31 de maio.
Já no Engenhão, o problema é o impasse sobre quem vai pagar as despesas da repaginação do estádio para o
evento-teste do atletismo, que será realizado em maio. principalmente na questão da pintura, em que a prefeitura do Rio, que está reformando o Engenhão, disse que não vai pagar e sugeriu que já se colocasse o visual dos Jogos Olímpicos.
Foto: Getty Images
Com informações de: Globoesporte.com

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