A cerimônia do prêmio Laureus, realizada em Berlim na última segunda-feira, consagrou o nadador paralímpico brasileiro Daniel Dias, que ganhou pela terceira vez o famoso prêmio dado aos maiores esportistas do mundo, na categoria 'melhor paradesportista'. Ele foi indicado ao prêmio graças a sua participação no Mundial Paralímpico de Natação, disputado em Glasgow, onde ele ficou com sete medalhas de ouro e uma de prata e do Parapan-Americano de Toronto, onde ele também conquistou oito medalhas, todas de ouro.
Daniel Dias venceu o Prêmio Laureus em 2009 e 2013: “Estou muito feliz por receber pela terceira vez este prêmio. Infelizmente, não pude estar presente, mas agradeço primeiramente a Deus e também à Fundação Laureus por ter votado em mim”, disse Daniel, que foi indicado pela sexta vez à honraria.
Daniel não pôde viajar para a Alemanha para receber o prêmio por estar em preparação para o Open Internacional de Natação, que acontecerá de sexta a domingo (22 a 24 de abril), no Rio de Janeiro. A competição servirá como evento-teste para os Jogos Paralímpicos do Rio 2016.
“Daniel Dias é o maior atleta paralímpico brasileiro da história e o prêmio Laureus não poderia vir em melhor momento, na semana do Open Internacional, o evento-teste da natação paralímpica, no Rio. Daniel teve um ano impressionante em 2015 e torcemos para que ele possa brilhar ainda mais nos Jogos Paralímpicos Rio 2016”, disse Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro e vice-presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês).
Daniel contou com a concorrência da francesa Marie Bochet (esqui), da chinesa Liu Cuiqing (atletismo), da cubana Omara Durand (atletismo), do sul-africano Pieter Du Preez (atletismo e ciclismo) e do chinês Leung YukWing (bocha).
Novak Djokovic e Serena Williams foram eleitos nos prêmios principais da noite, os de atleta masculino e feminino do ano. O golfista americano Jordan Spieth, que levou a melhor em dois torneios Majors, o Masters de Augusta e o US Open, levou a melhor como Revelação do Ano. A seleção neozelandesa, que ganhou o mundial de Rúbgy em 2015, foi eleita a melhor equipe do ano e Johan Cruyff ganhou um prêmio póstumo, que foi recebido pelo seu filho, Jordi.

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