A Marina da Glória, palco do Iatismo nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, foi apresentada, nesta
quinta-feira (07.04), pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e
pelo ministro do Esporte, Ricardo Leyser. Agora, passear na orla
marítima, admirar a Baía de Guanabara, almoçar em um dos novos
restaurantes ou dar uma volta de bicicleta são opções de lazer em um dos
mais belos pontos da cidade, perto do centro e ao lado do Museu de Arte
Moderna.
“Estamos resolvendo um problema que, na prática, vem desde a criação
do Parque do Flamengo. A marina acabou nunca sendo pública de fato. A
cidade, inspirada pelas Olimpíadas, tem a solução de um problema antigo
seu. Tivemos vários projetos para cá e acho que se conseguiu pactuar,
depois de muitos anos de confusão, um entendimento entre o Iphan
(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), a prefeitura e
o interesse de uso da marina, atraindo o interesse privado”, disse o
prefeito Eduardo Paes.
Ricardo Leyser destacou o simbolismo da entrega da obra no contexto
de crise enfrentado pelo país. “Estamos demonstrando a força do Brasil e
do setor privado. Num momento em que há uma crise, num momento de
incerteza, entregamos um equipamento olímpico financiado pela iniciativa
privada. Não só a concessionária, mas todos os que estão investindo nos
restaurantes, nas lojas, mostram a força do setor privado, da economia
brasileira, o que, em última instância, vai nos ajudar a superar a crise
econômica”.
Revitalização
As obras incluíram a reformulação dos píers, a criação de um polo
gastronômico com quatro restaurantes e uma delicatessen, e nova
infraestrutura de redes de esgoto, elétrica e hidráulica. Houve aumento
das vagas molhadas para barcos (de 140 para 415) e também das vagas
secas (70 para 240). O estacionamento para veículos tem agora 470
lugares. A nova cobertura do Pavilhão conta com proteção térmica e
acústica e abrigará a maior parte da estrutura temporária nos Jogos Rio
2016. Após o megaevento, poderá sediar eventos esportivos, culturais e
de entretenimento.
A nova Marina da Glória tem ainda ciclovia, bicicletários, banheiros,
um mirante com vista para o Pão de Açúcar , lojas náuticas e espaço
específico para pescadores. Cursos de vela e mergulho são outras opções
para os visitantes. A nova área pública foi projetada pelo escritório
Burle Marx, responsável pelo projeto original do Parque do Flamengo. As
obras na área de esplanada terão início após os Jogos Rio 2016 para
integrar a marina ao parque.
Competições e balneabilidade
A partir de 13 de julho, o local será entregue para operação
exclusiva do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016. A Marina da Glória
será a sede das disputas de vela olímpica e paralímpica em agosto e
setembro, respectivamente. Após os Jogos, o espaço continuará recebendo
competições importantes, como ressaltou o presidente da Confederação
Brasileira de Vela (CBVela), Marco Aurélio de Sá Ribeiro.
“A obra permite ao Rio de Janeiro agora ter uma base de realização de
competições. Antigamente, a Marina da Glória não oferecia espaço e
infraestrutura para fazer uma competição de vela, e tínhamos que
recorrer aos clubes. Agora temos um espaço fantástico e isso é um dos
legados dos Jogos. Fizemos uma parceria com a BR Marinas e poderemos
realizar qualquer competição sem qualquer custo para a vela nacional,
usando todas as instalações. É uma vitória para nós”, disse.
Marco Aurélio de Sá e o prefeito Eduardo Paes comentaram ainda o
desafio da poluição da Baía de Guanabara. “A balneabilidade vai ser boa
para os Jogos. De um lado, a parte esportiva foi cumprida, apenas uma
saída de águas pluviais precisa ser fechada porque tem ligações
clandestinas de esgoto, mas é o último ponto e vai ser resolvido neste
mês. O compromisso esportivo está mais do que cumprido. Já o compromisso
com a população, de resgatar a balneabilidade, fortalecendo a opção de
lazer, lamentavelmente não cumprimos, mas é um compromisso da
confederação de continuar essa luta após os Jogos”, disse Marco Aurélio.
“O saneamento da Baía de Guanabara é uma responsabilidade do governo
do estado. A informação que eu tenho é que a Cedae (Companhia Estadual
de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) agora, no dia 15 de abril, conclui a obra e faz a ligação para resolver o que era um super
problema, um despejo de esgoto na Marina. A baía é um desafio para a
cidade, para a região metropolitana, e não para a Olimpíada. Não diria
que é uma oportunidade perdida. A meta era 80%, mas, de acordo com o
governo do estado, saiu-se de 20% de esgoto tratado para 60%”, explicou
Eduardo Paes.
Fotos: Brasil 2016


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