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Seleção de basquete de 1964 recorda bronze solitário dos Jogos de Tóquio


Os Jogos Olímpicos de 1964, realizados em Tóquio foram os primeiros disputados na Ásia. Naquela edição, o Brasil voltou para casa com apenas uma medalha: o bronze no basquete. Atuais bicampeões mundiais à época, os brasileiros superaram uma derrota inesperada na primeira fase para terminar a competição com o bronze, repetindo o feito da equipe que também foi ao pódio em Roma 1960.

Comandada por Renato Brito Cunha, a equipe estreou com um resultado que não estava no planejamento: derrota para o Peru por 58 x 50. O técnico da seleção lembrou dos percalços enfrentados pelo grupo antes daquela partida.

“Só consegui reunir o time todo lá no Japão e a equipe apresentou um pouco de irregularidade por causa do pouco treinamento. Mas a derrota para o Peru fez o time seguir o caminho certo. Eram todos bons jogadores, inteligentes, responsáveis e que tinham total noção da responsabilidade que era disputar uma Olimpíada”, contou Brito.

Depois do tropeço, o Brasil venceu Iugoslávia (68 x 64), Coreia do Sul (92 x 65), Finlândia (61 x 54), Uruguai (80 x 68) e Austrália (69 x 57). Com a derrota por 86 x 53 para os favoritos Estado Unidos, o time terminou na segunda colocação do Grupo B, atrás dos próprios norte-americanos.

Na semifinal, o adversário foi a União Soviética, que acabou levando a melhor por 53 x 47. A derrota até hoje aflige quem fez parte da equipe brasileira em 1968. Para eles, a medalha de prata era um objetivo totalmente alcançável.

“Sabíamos que a prata era possível. Fizemos até um jogo muito bom na semifinal, mas perdemos por seis pontos. Ficamos na frente do marcador, mas perdemos a chance de brigar pelo ouro nos pequenos detalhes, no fim do jogo. Tivemos que brigar pelo bronze contra Porto Rico e ganhamos”, lembrou Amaury Passos, atleta da seleção de 1968.

Na disputa pela medalha, a seleção passou por Porto Rico por 76 x 60 e evitou que o país voltasse do Japão sem uma medalha. Mas mesmo sendo bicampeão mundial, o time de basquete não era a principal aposta de pódio naquela edição, como recorda Jatyr Schall, ex-ala da equipe.

“Todas as fichas eram para o futebol, que havia levado uma equipe muito boa, inclusive com Gérson, o canhotinha de ouro. Mas quem deu medalha foi nossa equipe. Aquela conquista foi muito bacana. Poderia ter sido prata, mas o bronze foi onde conseguimos chegar. O ouro era impossível de ganhar, pois os Estados Unidos levaram uma grande seleção e muitos jogadores foram profissionalizados logo em seguida pela NBA”, disse Jatyr.

Foto: CBB

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