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Brasil terá três barcos nas regatas de medalha do Troféu Princesa Sofia de Vela

O Brasil garantiu lugar em três regatas da medalha no tradicional Troféu Princesa Sofia, em Palma de Mallorca, na Espanha. Nesta sexta-feira (dia 31), os velejadores do Brasil encerraram a participação na fase classificatória com Geison Mendes e Gustavo Thiesen em oitavo na 470 masculino; João Bulhões e Gabriela Nicolino na nona colocação na Nacra 17; e, na última prova da 49er, Carlos Robles e Marco Grael se garantiram no top 10 e avançaram na décima posição. 

A disputa por medalhas na Baía de Palma será neste sábado (dia 1), a partir das 5h de Brasília (10h no horário local).

Feliz com a vaga na Medal Race após uma semana de resultados consistentes, Geison Mendes falou sobre o novo formato da disputa na 470, em que apenas os oito melhores avançam para a disputa final.

“O formato da competição mudou um pouco, já que apenas os oito melhores se classificam para a última regata. Nosso objetivo desde o início era este: chegar à medal race e ficar entre os cinco, seis melhores. Fomos bem regulares nos resultados, porém, ontem acabamos perdendo tempo numa aproximação final de boia para a última perna da regata. Creio que temos chances de melhorar a nossa colocação final amanhã”, avaliou.

O Brasil ficou muito perto de conseguir outras duas vagas nas regatas das medalhas no Troféu Princesa Sofia, que este ano reuniu mais de 800 velejadores nas águas da Baía de Palma. Uma delas foi na Finn, que testa na Espanha um novo formato de disputa, contando com uma regata semifinal de oito competidores e outra regata final de apenas cinco atletas com chances iguais de título, já que os pontos acumulados até então são desconsiderados. O brasileiro Jorge Zarif avançou à semifinal, mas, com um sexto lugar, não seguiu adiante e encerrou sua participação com o oitavo lugar geral.

Scheidt e Borges não avançam na 49er
Robert Scheidt e Gabriel Borges terminaram a fase semifinal em 11º lugar, a uma posição da medal race, que será disputada neste sábado (1) para definir o campeão.

Scheidt/Borges começou o último dia da flotilha cruzando a linha de chegada em 3º lugar. Nas duas regatas seguintes, enfrentaram mais dificuldades e terminaram na 13ª e 19ª posições. Com esse desempenho, a dupla brasileira saltou da 14ª para a 11ª colocação na classificação geral, com 159 pontos perdidos, nove a mais que a outra parceria do Brasil, formada por Carlos Robles e Marco Grael, que garantiu a última vaga na medal race. Os britânicos James Peters e Fynn Sterritt se classificaram em primeiro lugar, com 68 pontos perdidos.

Robert saiu da água satisfeito com o desempenho na Espanha."Melhoramos ainda mais nesta sexta-feira e faltou pouco para a medal race. Fizemos um 3º e um 13º e estávamos empatados com mais dois velejadores na briga pra entrar entre os dez primeiros. Aí fomos para terra e só voltamos mais tarde para a terceira prova do dia. Infelizmente não fomos bem e cruzamos em 19º. Mas, no geral, ficar em 11º em uma competição de 60 barcos, é um ótimo resultado. Chegar tão perto da medal race, em pouco tempo de parceria na 49er, mostra que estamos em franca evolução. Claro que ainda há muito o que melhorar, especialmente nas manobras e vamos trabalhar duro nesse ponto nos próximos meses. Acertamos uma agenda bem forte de treinos em abril e maio e vamos buscar mais um passo nessa evolução até o próximo compromisso, que será a Semana de Vela de Kiel, em junho, na Alemanha".", disse o bicampeão olímpico, que é patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex, com os apoios do COB e CBVela.

Formada no final do ano passado, a dupla Scheidt/Borges veleja em busca de experiência. Na Espanha, tem mostrado estar no caminho certo. Após 15 regatas, cruzaram a linha de chegada entre os top 10 em cinco oportunidades e entre os top 20 em outras oito. Na classificação geral, ganharam posições desde o primeiro dia, saindo de 22º até chegar a 11ª posição no encerramento da fase semifinal do tradicional Troféu Princesa Sofia.

O bicampeão olímpico tem se mostrado satisfeito com a evolução apresentada nesta nova fase da carreira. Com o proeiro Borges, fez da competição espanhola mais uma etapa no processo de evolução na classe 49er. Aos 43 anos e consagrado na Star e Laser, o iatista encara o desafio de velejar em um barco maior, mais veloz e com estratégias diferentes a fim de iniciar o ciclo para os Jogos de Tóquio 2020. "Sabemos que é um processo que leva um certo tempo e muita dedicação. Estamos na lula e os resultados começam a aparecer", completa Scheidt.

Foto: Jesus Martinez


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