Com a aproximação dos Jogos Olímpicos de PyeongChang 2018, a
organização do evento e a Coreia do Sul vão realizando os últimos ajustes e
encerrando a sua preparação. Pensando na segurança dos Jogos, o país realizou
nesta terça-feira uma série de exercícios e treinamentos, visando se preparar
para diversas situações, como ataques terroristas que vão desde uma situação
com reféns, um veículo indo de encontro a um estádio a uma bomba anexada a um
drone.
420 pessoas, entre policiais e bombeiros, participaram do
exercício realizada em frente ao Estádio Olímpico de Pyeongchang, a apenas 80
km da fronteira com a Coréia do Norte. Durante os exercícios simulados, membros
de uma equipe SWAT derrubaram um drone com uma bomba acoplada que voava em
direção a um ônibus que transportava atletas.
Em outro momento foi simulado que um terrorista tomou
atletas como reféns em um ônibus e tentou encaminhar com o veículo para o
estádio antes de ser morto por policiais. Oficiais com máscaras de gás também
removeram uma bomba química.
As tensões na península coreana têm aumentado nos últimos
meses devido a uma série de testes com mísseis balísticos conduzidos pela
Coréia do Norte, que continua em sua busca por fabricar armas nucleares e a
responder as sanções e advertências dos Estados Unidos. "Tenha em mente
que os acidentes sempre acontecem onde ninguém espera. Verifique até o último
minuto se existem lacunas de segurança", disse o primeiro-ministro
sul-coreano, Lee Nak-yon.
Embora Lee não tenha mencionado a Coreia do Norte
diretamente, o Ministério da Defesa da Coréia do Sul marcou na sexta-feira os
riscos de que o país vizinho possa recorrer a ataques terroristas ou
cibernéticos para prejudicar eventos internacionais.
O governo sul-coreano empregará cerca de 5.000 funcionários
das forças armadas nos Jogos de Inverno, de acordo com funcionários do governo
sul-coreano e documentos revistos pela Reuters. O comitê organizador da
Pyeongchang para os Jogos de 2018 (POCOG) também contratou uma empresa privada
de segurança cibernética para se proteger contra um possível ataque de
pirataria vindo do país ao Norte.
Foto: Reuters

0 Comentários