As Olimpíadas de Tóquio 2020 deverá se beneficiar de um novo pacote de
reformas implantadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), apesar de ter
reduzido seu orçamento inicial em cerca de 2,5 bilhões de dólares, informou o
COI nesta terça-feira.
O orçamento dos Jogos caiu perigosamente poucos anos depois que o Japão
foi premiado com o evento em 2013. A queda no orçamento forçou revisões
importantes por parte do COI, já que futuros anfitriões interessados em receber
o evento, já preocupados com os custos maciços envolvidos, foram desencorajados
a entrarem na disputa.
Um conjunto de 118 reformas, denominadas "a Nova Norma" e
aprovada pela sessão do COI em PyeongChang na semana passada, destinam-se a
diminuir os custos para as futuras sedes dos Jogos de Verão em cerca de 1
bilhão de dólares.
As reformas também forneceriam alguma poupança para Tóquio, disse o
chefe da Comissão de Coordenação do COI para Tóquio 2020, John Coates, apesar as
reformas de forma total estrarem em vigor apenas nos Jogos de 2024, concedidos
a Paris em setembro passado.
"Nós temos algumas idéias (no tamanho da economia) para Tóquio, mas
continuaremos empurrando", disse Coates a jornalistas quando perguntado
quanto de dinheiro Tóquio estava planejando economizar com a implementação
parcial das reformas. Ele não citou valores ou porcentagem da economia. "Eu acho que as receitas de Tóquio
são seguras, mas queremos garantir que eles (organizadores dos jogos) não
considerem isso como uma zona de conforto. Queremos continuar a dirigir e fazer
economias", acrescentou.
O orçamento geral
para os Jogos de Tóquio, após várias revisões, é de 12,6 bilhões de dólares,
dos quais 5,6 bilhões são o orçamento do comitê organizador. O COI contribui
com 1,7 bilhão em dinheiro e serviços para o comitê organizador.
A capital
japonesa já começou a ofuscar todos as cidades anfitriãs olímpicas anteriores em
termos de projetos de patrocínio doméstico, arrecadando cerca de 3 bilhões de
dólares, quase três vezes mais do que qualquer cidade sede anterior.
"(Poupança) já estão em 2,5 bilhões. Eu acho que há uma hesitação (de
Tóquio), particularmente tendo em conta as receitas extraordinárias que estão
chegando de patrocinadores nacionais... porque eles não querem arriscar. O
dinheiro para o comitê organizador não é um problema. Mas vamos continuar
empurrando", assegurou Coates.
As reformas do
COI cobrem custos da candidatura para as Olimpíadas, bem como na organização
dos Jogos. As cidades candidatas também devem apresentar planos de legados específicos
antes de serem eleitas como forma de evitar elefantes brancos, como vem sendo
frequente nas cidades que sediam os jogos.
Foto: Reuters/Toru Hanai

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