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Após relatório da ONU sobre Xinjiang, Thomas Bach diz que trabalhou junto com Pequim 2022 sobre os direitos humanos


Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), declarou que a organização trabalhou com o Comitê Organizador de Pequim 2022 para garantir “todas as obrigações do Contrato da Cidade Sede fossem cumpridas”, após publicação de relatório das Nações Unidas (ONU) sobre “sérios problemas humanos de violações de direitos” em Xinjiang.

Em relatório de 46 páginas divulgado pela alta comissária dos Direitos Humanos, Michelle Bachelet, foi documentado detenção discriminatória de uigures e outras minorias em Xinjiang e uma restrição geral aos direitos humanos individuais e coletivas, e concluiu que isso “pode constituir crimes internacionais, em particular crimes contra a humanidade”.

Bachelet condenou o “sistema de leis antiterroristas” da China usado para justificar o tratamento dos uigures e considerou alegações de violência sexual, esterilizações forçadas e “padrões de tortura ou maus tratos”.

As preocupações com os direitos humanos gerou um boicote diplomático à Pequim 2022 de nações como Estados Unidos, Austrália, Grã-Bretanha e Canadá.

Pequim negou consistentemente as acusações feitas contra ela e descartou o relatório da ONU como um “documento politizado que ignora os fatos”.

Foto: CFP

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