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Ícaro Miguel reflete sobre Tóquio e mostra confiança para os jogos de Paris: 'Este será um grande ciclo'

Foto: Reuters/Susana Vega

*Com Paulo César Guimarães

Ícaro Miguel é um dos principais nomes do taekwondo brasileiro e neste ciclo de Paris, continua a todo vapor. Com seis ouros em oito eventos em 2022, Ícaro terá um calendário recheado de grandes competições até o fim do ano e muitos de extrema importância para a caminhada para a classificação para Paris 2024, como mundial, Grand prix final e Jogos Sul-americanos. Em entrevista para SurtoCast, o podcast do Surto Olímpico, o lutador explicou que o objetivo é garantir logo a vaga olímpica via ranking:

"Meu objetivo é me classificar pelo ranking. A gente só tem como levar mais do que quatro atletas para olimpíada via ranking. Meu objetivo já no ciclo passado era me classificar para Tóquio via ranking, acabei tendo um 2017 ruim, mas os anos seguintes foram ótimos e acabei batendo na trave. Mas eu tenho condições e a seleção brasileira também totais condições de colocar quatro atletas classificados para olimpíada via ranking" explicou Ícaro

Atualmente Ícaro é o segundo no ranking mundial da categoria olímpica acima de 80kg e destaca os medalhistas olímpicos Cheik Sallah Cissé da Costa do Marfim - que subiu de categoria com o brasileiro, Dejan Georgievksi da Macedônia do Norte, Rafael Castillo de Cuba e In Kyo don da Coreia do Sul como principais rivais nesse início de ciclo. Outra preocupação são os lutadores russos, se o país voltar a ficar elegível para enviar atletas para as competições de taekwondo - o pais está suspenso pela World Taekwondo por conta da invasão à Ucrânia.

Ícaro Miguel fez uma longa reflexão sobre a olimpíada de Tóquio. Ele revela os sacrifícios feitos na preparação para os Jogos em meio a pandemia de covid-19 e diz que nunca foi a um torneio tão preparado como foi para esta olimpíada, o que fez pensar muito sobre o resultado, onde foi eliminado na primeira rodada contra o italiano Simone Alessio, após sofrer um corte no rosto, obrigando o juiz a encerrar o combate

"Eu não sei, até hoje eu não encontro o porquê da situação. Não era o momento, não era a hora de ter um resultado olímpico e simplesmente as coisas não aconteceram (...) Muita gente pergunta "ah foi pressão?" Eu fui finalista mundial, medalhista pan-americano...pressão não foi porque eu tava com a cabeça muito tranquila. Simplesmente o cara soube jogar melhor do que eu no dia"

Ícaro revela que pensou muito sobre aquele combate, e que chegou a perder o sono nos primeiros dias buscando uma explicação, que só veio em seus momentos de oração: "Eu me preparei a vida inteira para esse momento. Eu falo que vou ser campeão olímpico desde os 10 anos de idade, desde a minha infância eu treino sonhando em ser campeão olímpico (...) Procurei muita resposta em tudo, fiquei sem dormir direito umas duas semanas. Foi um momento difícil. Só que eu sou muito temente a Deus e um dia, orando, pedindo respostas, eu cheguei a conclusão de que não era hora, eu precisava aprender com aquilo, me tornar melhor e depois disso, minha cabeça deu uma tranquilizada. Nosso momento vai chegar e vamos trabalhar de novo, que vai dar certo. Este será um grande ciclo."

E o momento pode ser em Paris. Recentemente Ícaro esteve na sede da próxima olimpíada e apesar não ter vencido o Grand prix de taekwondo na cidade, ele pode conhecê-la e sentir um pouquinho do clima que será competir por lá: 

"Paris é um lugar fantástico, a França era um país que eu nunca tinha ido e ter um gostinho do que a gente vai encontrar nos próximos Jogos olímpicos foi 'saboroso'. Passar no Rio Sena, onde vai ser a Abertura dos Jogos foi algo incrível"

Para acompanhar a entrevista completa, Confira abaixo (apenas áudio) e ou em nosso canal no Youtube




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