Se o Grand Prix de Judô Paralímpico, disputado neste domingo (11), em São Paulo, seria o teste final para quem sonha com a convocação ao Mundial de Baku, em novembro, os principais nomes da elite da modalidade saíram satisfeitos dos tatames do Centro de Treinamento Paralímpico, palco da competição. Praticamente todos os favoritos venceram suas categorias e ficaram mais perto do Azerbaijão.
Destaques para os pesados Wilians Araújo (J1, para cegos totais, acima de 90 kg) e Rebeca Silva (J2, para baixa visão, acima de 70 kg), que seguem invictos em 2022, assim como a ligeira Rosi Andrade (J2 até 48 kg). Quem também levou a medalha de ouro foi Alana Maldonado (J2 até 70 kg), que voltou a competir após quase cinco meses afastada.
"Depois de Tóquio, fiquei extremamente decepcionado com meu resultado. Mas comecei o ano com cinco medalhas de ouro, os dois Grand Prix da CBDV mais três competições internacionais. Isto é a concretização de um trabalho. Estou me preparando para representar o Brasil da melhor forma", falou Wilians, que já fora campeão da primeira etapa do Campeonato Brasileiro, em março, além dos três eventos da IBSA (sigla em inglês para Federação Internacional de Esportes para Cegos) realizados na temporada, em Antalya (Turquia), Nur-Sultan (Cazaquistão) e São Paulo (Brasil).
É o mesmo caso de Rebeca, imbatível no ano. Neste domingo, ela fez outro confronto contra Meg Emmerich e, assim como no Grand Prix da IBSA realizado em São Paulo, levou a melhor: "Foi um campeonato muito importante. Pude lutar contra adversárias bem fortes, a Meg, que está na briga. Então, foi importante para ir ao Mundial com a cabeça em firme", disse.
Dos 16 campeões da primeira etapa do campeonato nacional, dez repetiram o feito agora. Outros três – Arthur Silva (J1 até 90 kg), Lúcia Araújo (J2 até 57 kg) e Miqueias Barbosa (J2 até 73 kg) – não participaram. Na disputa por equipes, o CEIBC, do Rio de Janeiro, ganhou novamente, com três ouros, duas pratas e um bronze. Em segundo lugar, ficou o ITC, de São Paulo: três ouros. Na terceira colocação, a ADEVIRN-RN, com dois ouros, duas pratas
Foto: Renan Cacioli/CBDV

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