Andrew Parson, presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), admitiu que se sente “eternamente em dívida” com o Japão por receber os Jogos Paralímpicos, apesar da pandemia.
Parsons também afirmou que “toda nação estava orgulhosa” de sediar a competição.
“Acho que não podemos falar sobre Tóquio sem mencionar a pandemia e com o Japão como nação e Tóquio como área metropolitana se comprometeram, não importa o quê, entregar Jogos incríveis”, disse Parsons.
“Mesmo com o adiamento, mesmo sem espectadores, os Jogos foram entregues com excelência técnica, então foi incrível estar lá e fazer parte disso”.
“Acho que estamos sempre em dívida com o Japão como nação, porque a grande maioria das outras nações teria apenas dito: Olha, cancele os Jogos. Não podemos, e eles nunca mencionaram isso”.
O presidente do IPC citou também um sentimento inicial da população em relação aos atletas com deficiência: “Havia esse sentimento de superproteção das pessoas com deficiência, o que ajudamos a mudar e os atletas, eles lideraram essa mudança, é que fornecemos a plataforma”.
“A sociedade japonesa disse: Uau, eu não preciso proteger esses caras. Eles precisam ter uma oportunidade”.
Parsons também sugeriu que a acessibilidade no transporte público foi melhorada como resultado de Tóquio 2022.
“Você sempre pode melhorar até o que já é um bom número em comparação com o resto do mundo”, acrescentou.
“Os jovens do Japão percebem a deficiência pessoal de forma diferente das gerações mais velhas daquele país e como esta geração se tornará lentamente os tomadores de decisão daquela nação, com certeza esse efeito positivo de Tóquio permanecerá e nos próximos anos e gerações, teremos uma sociedade mais inclusiva do que temos agora”, finalizou.
Foto: OIS/ IOC

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