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Após o SLS, Rayssa Leal e Pamela Rosa já miram Paris 2024


As skatistas Rayssa Leal e Pâmela Rosa são os principais nomes do skate feminino brasileiro e  já enxergam além: daqui a menos de dois anos, os Jogos Olímpicos Paris 2024. As duas ressaltaram a importância de estarem focadas nos passos da corrida olímpica mais curta até os Jogos parisienses.

Recentemente as duas disputaram o Supercrown no Rio, com vitória de Rayssa.

“A gente toma cada competição como aprendizado. Claro que penso em Jogos Olímpicos, mas tenho a cabeça de uma competição de cada vez. É importante para evoluir o meu skate e, diferentemente de Tóquio 2020, quando me lesionei, dessa vez chegar forte em Paris.”, enfatizou Pâmela.

“Essas competições servem também para irmos treinando as manobras, avaliando pontuações e estratégias. Cada campeonato é diferente e nos coloca em situações específicas. Eu estou bem ansiosa para Paris, me vejo lá”, endossou Rayssa.

Um fator importante na corrida olímpica, sobretudo contra as japonesas Momiji Nishia, campeã olímpica, e Yumeka Oda, é o fato das brasileiras se ajudarem durante as competições e se motivarem para continuarem elevando o grau de dificuldade em suas apresentações.

“É uma puxando a outra dentro da pista, uma incentivando a outra. Claro que tem o momento ali de você se concentrar, porque é um esporte individual, mas sempre estamos nos ajudando e nos divertindo.”, comentou Pâmela.

“Eu e Pâmela sempre andamos juntas, competimos juntas. Ela já me deu vários toques, de ajuda mesmo. Eu sou muito grata por isso, por ter uma pessoa que me entende ali dentro da pista.”, ratificou Rayssa.

De olho na corrida olímpica para Paris, que começou neste ano na etapa de Roma do Pré-olímpico, as meninas sabem que terão um ano de 2023 decisivo para se garantirem nos Jogos Olímpicos. Para estarem prontas na briga pela vaga olímpica, as duas reforçaram as estratégias estabelecidas com o objetivo de chegarem bem em Paris 2024.

“Estou treinando todo dia, aprendendo muitas manobras novas, porque minha mãe sempre fala ‘pô, Rayssa, não dá para ficar com as mesmas manobras’. As meninas estão evoluindo e para não ficar para trás a gente tem que evoluir também, tem que puxar o nível.”, pontuou Rayssa.

“É um ciclo olímpico bem mais curto. A minha estratégia é ficar entre as 20 melhores do mundo, sei que vão só três do Brasil. É evoluir, aprender e chegar lá com o skate no pé. Meu maior sonho é trazer uma medalha olímpica e se Deus quiser ele vai se concretizar.”, completou Pâmela.

Fotos: COB

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