Brasil e Colômbia duelarão pela terceira vez na história. Os dois duelos anteriores foram em Medellín e terminaram com vitórias colombianas (28 a 7 e 23 a 19), mas as Yaras querem agora dar o passo adiante, uma vez que o futuro do rugby XV feminino está recheado de novos desafios para o rugby sul-americano. O World Rugby (a federação internacional) confirmou que o continente terá vaga direta na Copa do Mundo de 2025, fato inédito, além de vaga no WXV, a nova liga mundial da modalidade, que será lançada em 2023. Com isso, as Yaras retomam as atividades já com objetivos no horizonte.
“Volto feliz ao Brasil porque temos uma grande programação para as Yaras pela frente. Precisamos de um bom plano para o futuro, pois temos muitas oportunidades, e sei que podemos chegar à Copa do Mundo. Podemos jogar um rugby XV diferente, já que temos grande qualidade vindo de uma base do rugby sevens”, comentou AK Southey, treinador sul-africano que fará sua estreia no comando da seleção de XV feminino.
A história do rugby brasileiro estará em Mogi
As primeiras partida de rugby XV feminino no Brasil rolaram em 2003, mas foi em 2008 que nasceu a Seleção Brasileira Feminina de Rugby XV, que realizou uma pioneira histórica à Holanda. Naquela oportunidade, o Brasil fez seu primeiro jogo oficial com um duelo parelho encerrado em apenas 10 a 0 para as holandesas. Depois, as brasileiras venceram o Utrecht, 35 a 6, e empataram com o DIOK, 5 a 5, duas equipes locais. Com foco no rugby sevens, que debutaria em 2016 nos Jogos Olímpicos, o rugby XV feminino saiu de cena, mas retornou em 2019, com o amistoso contra as colombianas em Medellín.
Para o jogo deste sábado, duas atletas que estiveram na histórica seleção de 2008 estarão novamente em campo pelas Yaras, 14 anos depois: Bruna Lotufo, que começará o jogo como titular com a camisa 2, e Beatriz “Baby” Futuro, que estará no banco como opção para a linha brasileira. Além das duas, a irmã Baby, Cris Futuro, que também jogou pelo Brasil contra a Holanda, será a árbitra da partida.
Já na transmissão, a comentarista da partida será Mari Ramalho, atleta do Rio 2016 e outra das integrantes daquele time de 2008.
Escalação para o duelo com as Tucanas
O time escalado por AK Southey para o desafio tem atletas de cinco estado, com São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso e Piauí representados, mostrando a difusão do rugby pelo território nacional. As Yaras serão capitaneadas pela asa Íris Coluna, do Band Saracens, da capital paulista. Íris é uma das seis atletas remanescentes dos elencos que enfrentaram a Colômbia nos jogos anteriores, junto da sua companheira de clube Sofia, da piauiense Addalucia, do Delta, e de três atleta do Rio de Janeiro, Eshyllen, do El-Shaddai, Baby e Dayana, do Niterói. Eshyllen é a única da seleção de XV que defendeu neste ano também a seleção de sevens.
Outro nome importante do grupo é a camisa 10 Letícia “Tixa” Martins, do Band Saracens, que também tem história pela seleção de sevens. “Queremos colocar em campo tudo o que treinamos nessa semana, aproveitando nossa qualidade e experiência no sevens”, comentou Tixa.
Transmissão com as Dibradoras
O evento será ainda especial para o esporte feminino pois terá transmissão pelo YouTube das Dibradoras, mídia especializada em esporte feminino, criada em 2015. “Ficamos muito felizes e honradas com a possibilidade de transmitir essa partida histórica das Yaras em nosso canal no YouTube. Estamos torcendo por mais uma vitória das mulheres do Rugby e esperamos que o público acompanhe também a transmissão. Que essa seja a primeira de muitas ações da CBRu em parceria conosco”, disse Roberta Nina, cofundadora do Dibradoras.
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