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Em amistoso, Seleção Brasileira Feminina de Rugby XV cai para Colômbia em Mogi das Cruzes


Foto: Fotojump / CBRu

O Estádio Nogueirão, em Mogi das Cruzes, foi o palco para o primeiro jogo na história da Seleção Brasileira Feminina de Rugby XV, as Yaras XV, em território nacional, em evento organizado pela Confederação Brasileira de Rugby, com apoio da prefeitura local, e transmitido nos canais de CBRu, Time Brasil (Comitê Olímpico Brasileiro – COB) e Dibradoras.

O amistoso contra a Colômbia foi intenso e acabou com vitória colombiana por 25 a 17, mas com direito a muita luta das brasileiras. O duelo serviu de preparação para o desafio do ano que vem, quando as duas seleções voltarão a duelar por vaga no WXV, a nova liga mundial de rugby feminino, que terá sua edição inaugural em 2023.

As Yaras conquistaram o primeiro try em boa jogada de mãos, que teve Ariely disparando na ponta e Mariana Mendes finalizando. A Colômbia, no entanto, reagiu, tendo mais posse de bola e território. O try das Tucanes veio com Martinez na ponta, em bola aberta após maul.

O Brasil chegou a flertar com o try após a veterana Bruna Lotufo romper a linha defensiva colombiana. A bola jogada de mãos acabou com Paula chutando pro in-goal, mas o chute foi longo demais. A Colômbia respondeu apostando em scrum após penal e soube trabalhar até aq centro Daniela Alzate marcar o segundo try. 10 a 5 no intervalo. mas sai longo.

O segundo tempo começou perfeito para as Yaras, que conseguiram o try da virada com Yasmim, em disparada desde o campo de defesa após roubada de bola. No entanto, a Colômbia voltou a falar mais alto no jogo de contato e, após desperdiçar penal, conseguiu seu terceiro try com Arzuaga.

Lá e cá, o jogo seguiu em aberto e Pagan rompeu para o try brasileiro. A Colômbia, deu o troco com dois tries em sequência, de Baguy e Alzate, ambos criando espaço na ponta. As Tucanes ainda desperdiçaram penal frontal e o jogo se encerrou em 25 a 17 para as visitantes.

“Foi um jogo muito duro e intensos. Sentimos um pouco pela temporada de sevens estar rolando, mas mostramos que temos muito potencial. Agradecemos muito à torcida que nos apoiou do começo ao fim”, comentou Íris Coluna, capitã das Yaras.

A partida ainda marcou a despedida de Cris Futuro, árbitra da partida e ex-jogadora, que esteve no primeiro jogo da história da Seleção Brasileira Feminina de Rugby XV em 2008. A partida contou com duas atletas que jogaram ao lado de Cris Futuro naquela oportunidade: sua irmã Beatriz “Baby” Futuro e Bruna Lotufo.

Agora as atenções do rugby feminino se voltarão para o rugby sevens, pois as Yaras terão o início da temporada 2022-23 do Circuito Mundial de Rugby Sevens Feminino, que começa no dia 2 de dezembro, em Dubai.

Brasil

Tries: Mariana, Yasmim e Pagan

Conversões: Paula (1)

15 Patrícia Carvalho (Delta), 26 Ariely Moreira (Maringá), 13 Paula Sarmento (São José), 12 Mariana Mendes (São José), 11 Ana Júlia Dias (Melina), 10 Leticia Martins (Band Saracens), 9 Silvana Santos (Leoas de Paraisópolis), 8 Íris Coluna (c) (Band Saracens), 7 Eshyllen Coimbra (El-Shaddai), 6 Dayana Dakar (Niterói), 5 Sofia Marques (Band Saracens), 4 Ana Carolina Santana (Melina), 3 Beatriz Pagan (Rio Branco), 2 Bruna Lotufo (Band Saracens), 1 Addalucia Nascimento (Delta);

Suplentes: 16 Tainá Amorim (Melina), 17 Carolina Palazzini (Band Saracens), 18 Samara Arruda (Pasteur), 19 Grasiele Bomfim (Band Saracens), 24 Isabela Gomes (São José), 21 Beatriz Futuro (Niterói), 22 Maysa Fernandes (Curitiba), 23 Yasmim de Lima (Melina);

Treinador: AK Southey

Colômbia

Tries: D Alzate (2), Martínez, Arzuaga e Baguy

15 Laura Diosa, 14 Yuritza Martinez, 13 Daniela Alzate, 12 Valentina Tapias, 11 Maria Arzuaga, 10 Camila Lopera, 9 Andrea Ramirez, 8 Isabel Romero, 7 Angela Alzate, 6 Valentina Álvarez, 5 Annagith Vargas, 4 Paola Delgado, 3 Carolina Naranjo, 2 Nathalia Barajas (c), 1 Antonia Cortes;

Suplentes: 16 Silvia Olave, 17 Tatiana Delgado, 18 Camila Cardona, 19 Maria Paula Urrego, 20 Maria Alejandra Conde, 21 Stefania Sarmento, 22 Camila Castrillon, 23 Michelle Baguy;

Treinadora: Lis Martínez


1 Comentários

  1. Caiu? Aff. Eu estive lá e vi uma seleção em formação, jogou muito bem, porém o que se percebe, é que a camisa 14 é uma "protegida" ,"favorita" que na minha opinião foi responsável por 15 trays sofridos, desligada na partida. Já por outro lado a torcida era unânime em pedir alguns nomes, que ainda demoro pra ser atendida, quando entraram deram outra postura, porem a mais desligada permaneceu. Enfim vejo que essa equipe pode se solidificar, e trazer muitas alegrias pro Brasil, é só não ter essa palhaçada de favoritismo que dá certo.

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